Na há paciência nenhuma para este tipo de conversa: "a selecção é de todos, e eu apoio incondicionalmente, mas nós temos dois jogadores titulares, e vocês não e o Nelson Oliveira não devia ter sido convocado". Os clubes e a selecção são coisas diferentes. Eu apoio a selecção mesmo com o animal do Bruno Alves entre os eleitos. Se o Benfica tivesse onze jogadores com a raça do Maxi Pereira, queria lá saber que fossem do Uruguai ou da China. Mas o que ainda chateia mais é a superioridade moral dos lagartos que este ano compraram 19 jogadores estrangeiros e estão prestes a despachar os titulares da selecção para o estrangeiro. A formação do Sporting é um motivo justo de orgulho para os sportinguistas; já esta xenofobiazinha postiça (El Benfica) só para criticar o Benfica devia ser um motivo de vergonha para os sportinguistas que ainda têm no portuguesíssimo Yazalde uma das suas grandes glórias futebolísticas. E a presença de tantos jogadores formados no Sporting nesta selecção não devia ser motivo de celebração para os lagartos, é a prova insofismável da incompetência com que o clube da elite tem sido gerido: afinal, o que conquistou o Sporting enquanto esses jogadores estiveram lá? Curiosamente, um dos dois titulares do Sporting foi formado no Benfica e o clube dos viscondes pagou 3 milhões de euros por ele. Deslarguem-nos.

Javi Garcia recebeu hoje um prémio pelo que tem vindo a fazer no Benfica nos últimos anos. Apesar de ser complicado que seja convocado para participar no Euro 2012 (não estão na convocatória jogadores do Barcelona, Atlético Bilbau e Chelsea), é a prova que os espanhóis estão atentos à evolução de Javi. Espero que disfrute destes dois jogos e que lhe abram portas para ser presença assídua na selecção Espanhola. Devo dizer que Javi Garcia, mais do que vários portugueses que passaram pelo Benfica, é um exemplo vivo da mística benfiquista. Que fique com as nossas cores por muitos anos.
Parabéns também aos jogadores do Benfica que vão estar no Euro 2012: Nélson Oliveira, Carlos Martins e Eduardo. Este último estará de saída do clube, mas espero que os dois primeiros sejam peças fundamentais para a próxima época.
Eu também quero participar neste jogo. Portanto, julgo que o Benfica anda atrás do Joãozinho Põe-Põe, alta direito do Curitiba, grande rival do Coritiba. Tem 13 anos, mas o empresário garante que pode fazer o lugar de Gaitan. E também acho que o Benfica quer John Johnson Jon, poste suplente dos Miami Heats, que, frustrado com o seu insucesso na NBA, já fez saber que deseja "tentar o soccer como striker, pois não deve ser difícil fazer melhor do que o Cardozo". Em comunicado enviado às redacções, John Johnson Jon afirmou que "mim ser Benfica desde piquinino".
... o Futebol Clube do Porto é favorito.
Cardozo já é uma lenda do Benfica. Apesar dos assobios que frequentemente ouve por parte de alguns adeptos, o paraguaio tem provado ao longo destas épocas de águia ao peito que é um dos melhores avançados da história do Benfica. Ontem, Cardozo fez um grande jogo, que merecia bem mais golos do que aquele que lhe garantiu a segunda Bola de Prata. Com 28 anos, espero que ainda dê muitas alegrias ao Benfica. Nesta época azeda para todos os benfiquistas, não foi por Cardozo que as coisas correram mal. O seu título individual foi inteiramente justo.
Estas notícias em relação a Rui Faria trazem qualquer coisa. A mim parece-me que Vieira já está a preparar um novo ciclo no Benfica. Seja ou não campeão em 2013, Jesus tem os dias contados. Pode ganhar o próximo campeonato mas dois titulos em quatros anos é mau.
Apostar em Rui Faria é uma excelente ideia. O adjunto de Mourinho está preparado para dar o salto, pelo que nunca será uma aposta de risco. Na minha opinião, o Benfica precisa de um treinador jovem, com margem de progressão mas que dê garantias de sucesso.
A jogada de Vieira parece acertada, porque assim não corre o risco de perder um bom valor para qualquer dos rivais, já que no final da próxima temporada vai-se abrir um novo ciclo no Benfica, FCP e Sp.Braga.

Roubado aqui
Hoje a direcção do Benfica cometeu, como tem sido habitual, mais um desastre na área da comunicação. O director da marca SLB, um tal de Henrique Conceição, diz que a parceria surge da identificação de um "nicho" de mercado por parte da agência funerária. Além de manifestamente incompetentes a comunicar e a defender os interesses do Benfica, agora fazem "gracinhas" deste género. Mas quem é esta gente que infesta o Benfica e que demonstra um desconhecimento total sobre o significado da marca SLB. Um desastre...
Visto que já fui apresentado de forma tão amável aqui, venho apenas agradecer o convite para pertencer a este grupo de benfiquistas que tão bem discutem os assuntos do glorioso. É um prazer poder escrever ao lado de nomes como os que estão no painel, e confesso que me sinto um pouco como um pequeno peixe convidado para ir almoçar ao aquário dos tubarões. Para finalizar, cito o caríssimo benfiquista Ricardo Araújo Pereira em jeito de desculpa para com qualquer comentário menos decente que possa ter no futuro, quer dirigido a senhores que vestem de amarelo, quer de azul ou outras cores menos próprias: “Ou bem que se é adepto, ou bem que se sabe ver as coisas. Não quero estar aqui a gabar-me mas eu não sei ver coisa nenhuma. Se é para ser adulto e ponderado, dedico-me à química analítica. O futebol não é para isso.”
A acção pública de João Gabriel representa o que de mais vil e desprezível e infame circula pelo Benfica.
Até quando esta gente, obstinada, sectária, invertebrada, mesquinha, subserviente, como voz (????) do Benfica?
Vieira pôs já em marcha a estratégia da vitimização e/ou afirmação «après moi, le delugue», como cortina de fumo diante do fracasso - não há como não dizê-lo - desportivo dos últimos 10 anos, como estratégia da não assumpção de responsabilidades nesse fracasso e prossecução da narrativa maniqueísta inspirada em Pinto da Costa (nós, os bons, os outros, os maus), para a manutenção do poder.
Se Pinto da Costa tem o Macaco, Viera tem o João Gabriel, como tropa de choque desta estratégia desesperada. E não é a barba de 3 dias cool ou o fato Armani que os distingue na barbárie.
Esta gente não pode representar o Benfica.
Esta gente não representa o Benfica.

*fotos da festa roubadas aos da Fé, que estranhamente não estão contentes depois de terem sido prejudicados. Mas os andrates não são os aliados deles? Ia jurar que na semana passada vi muitos a festejar a vitória deles no campeonato.
Inteiramente justa a nomeação de Pedro Proença para o jogo da festa. Para correr tudo bem, estavam também presentes os amigos lagartos e o Proença fez mais uma arbitragem das suas. Parabéns também ao ex-árbitro Vitor Pereira, por ter permitido ao Proença participar numa festa que também é dele. Para finalizar, não posso deixar de endereçar os parabéns ao Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, um apoiante empenhado da corja que manda no futebol português.
O jogo com a U. Leiria foi misável. Uma equipa composta por jogadores com salários em atraso e juniores a fazer frente a uma equipa de milhões. Alguém tem de ter mão no Benfica. E rapidamente.
O "zero gostos" não é por acaso.
Há que voltar a tomar o clube. Se for preciso sair Jesus, pois que saia. Eu já escolhi sucessores:
Às 22h44 do dia 5 de Maio de 2012, Vieira ainda não se demitiu. Ah, e não vou falar de voleibol...
Luis Filipe Vieira, que tem andado desaparecido desde que as coisas começaram a correr mal (e o Benfica anda à deriva), deverá estar a preparar a próxima época. Como já se percebeu, a sua sobrevivência passa pelo afastamento de Jorge Jesus, agora que este caiu em desgraça (por culpa própria) no seio dos Benfiquistas. E Vieira, que tem conseguido manter-se na liderança do clube apesar dos maus resultados desportivos, tentará uma jogada que lhe garanta a reeleição. Afastar Jesus e contratar um nome que galvanize os Benfiquistas, independentemente se essa é, ou não, a melhor solução para o Benfica, será a sua opção. Dos nomes que têm vindo a circular na comunicação social, sempre sedenta de notícias, pouco tenho a acrescentar. André Villas Boas? Não sei se seria boa aposta e duvido que queira regressar a Portugal nesta fase da sua carreira, sobretudo ao Benfica. Um nome que me parece fora de hipótese. Rui Faria? E porque não tentar Silvino ou Baltemar Brito? Também estes são/foram adjuntos de Mourinho. Paulo Bento? Se for para aprofundar a sportinguização do Benfica, o clube que andou a festejar segundos lugares com a música da Champions, talvez seja a solução.
Não tenho preferência para o nome substituto de Jesus nesta fase. Até porque mais do que mudar de treinador, o Benfica precisa de uma mudança ao nível da gestão e da mentalidade. Se os jogadores e treinadores podem ser de qualquer clube, a estrutura devia estar infestada de benfiquistas e competentes nas suas funções. Parece que o primeiro critério não tem sido regra em certas áreas da gestão e o segundo, como se tem visto, também não. Por um Benfica vencedor, a mudança é urgente. A todos os níveis.

(imagem de 2006, retirada daqui)
Estávamos no dia 10 de Janeiro de 2012. O Benfica ainda era primeiro e estava na Liga dos Campeões. Tudo corria bem. Liam-se odes a Jesus. Resolvi escrever aqui por que acho que Jorge Jesus não é treinador para o Benfica.
Jesus não me convence
Há muito que penso que Jorge Jesus não é treinador para o Benfica. Declaro-o a contraciclo, agora que estamos em 1º lugar e a subir de rendimento. É nestes momentos que o coração benfiquista me permite falar destas coisas.
Reconheço a Jesus, duas grandes qualidades: a capacidade de mobilizar quem entra dentro de campo com regularidade e a persistente defesa de um modelo de jogo.
Mas tal como em tantas outras profissões uma das qualidades que mais respeito em treinadores de futebol é a capacidade de desaparecer nos melhores momentos e de dar o corpo às balas nos piores. No fundo, uma certa humildade que só conquista quem tem confiança nas suas capacidades.
Durante estes últimos anos Jesus não soube criar períodos de silêncio e só me recordo de ter dado o corpo às balas, consistentemente, por Roberto. Aliás, a inusitada defesa de Roberto encerra uma das grandes dúvidas que tenho sobre Jesus: seria apenas uma incrivelmente estúpida teimosia ou havia algo mais?
Por outro lado, a sua crónica teimosia, trouxe-nos duas derrotas humilhantes (Porto e Liverpool) numa das épocas mais brilhantes de que tenho memória sempre que insistia em não fazer alinhar Coentrão queimando David Luiz no lado esquerdo da defesa, e gerou inúmeras dissidências de jogadores fundamentais para a identidade do Benfica.
Bernard Tapie, que Vata consagrou como Bernadette, para manter o seu poder no OM defendia que toda a equipa devia ser transferida de uma temporada para a outra. Provavelmente por limitações financeiras, Jesus não o tem feito, mas tem isolado todos os jogadores que podem criar um discurso identitário que lhe possa fazer sombra. Estes são os casos de Moreira - que, sempre que era chamado a substituir Quim ou Roberto, fazia excelentes exibições – Nuno Gomes ou Mantorras – ainda que em final de carreira tinham uma enorme importância dentro do plantel – Simão Sabrosa – que Jesus terá impedido de vir terminar a sua carreira no Benfica – e mais recentemente, Ruben Amorim – cuja possível saída, pelo seu perfil polivalente e histórico benfiquismo, devia motivar uma onda de protestos dos adeptos. A estes acresce uma lista de odiados de que Enzo Pérez, Capdevilla ou Carlos Martins, são os exemplos mais recentes.
Mais, Jorge Jesus tem-se borrifado em estabelecer a relação entre a formação e o plantel sénior, optando por mandar comprar jovens promessas formadas noutros clubes para valorizar e mais tarde vender, criando fantásticas mais valias financeiras que fazem as delícias dos traficantes-empresários. Nelson Oliveira (um dos melhores jogadores do mundo da sua geração), Roderick, David Simão, Luís Martins ou Miguel Vítor têm sido lançados às feras a despropósito e, ainda que não comprometam, imediatamente condenados ao degredo.
É por tudo isto que Jorge Jesus não me convence. Jesus pauta a sua actividade profissional por um complexo que lhe faz temer quem lhe possa fazer sombra. Em qualquer actividade profissional, quem tem receio dos profissionais que gere, não consegue retirar o melhor da equipa que deve liderar.
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