Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012
Palavras para quê?
por Filipe Boto Machado, Qua 03/Out/12

No final da temporada passada, Bruno Paixão, por não ter dado "aquela mãozinha" ao F.C.Porto em Barcelos, desceu de categoria. Ousou incomodar o Papa, teve o castigo merecido. Depois do triste espectáculo que foi a arbitragem de Xistra em Coimbra, na qual roubou dois pontos ao Benfica, a sua avaliação foi de 3,9, numa escala de 0 a 5. Uma boa avaliação da arbitragem, fruta no fim do jogo e a protecção do Papa são as recompensas para desempenhos como os de Xistra há duas semanas. Não há dúvidas, o crime compensa.

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Domingo, 23 de Setembro de 2012
Nós e o Xistra
por Filipe Boto Machado, Dom 23/Set/12

Acabámos de empatar 2-2 com a Académica em Coimbra. Os dois golos da Académica foram marcados através de grandes penalidades inexistentes. Na primeira há falta, mas fora da área. Na segunda nem falta há. A primeira grande penalidade assinalada podia ter-se tratado de um erro de avaliação. Já se sabe que Carlos Xistra não nasceu para isto ou, pelo menos, não nasceu para faze-lo como deve ser, de acordo com as leis do jogo. No entanto, a segunda grande penalidade cheirou muito mal. Helder Cabral vai lançado e naquele momento julgo que qualquer benfiquista temeu que ele caísse na área, pois, tivesse ou não a queda tido origem em alguma acção de um defensor do Benfica, já se sabia que o resultado final seria uma grande penalidade. Assim foi. Xistra conseguiu ver falta onde não houve mais do que um mergulho descarado. Segunda grande penalidade mal assinalada e assim se fabricaram os dois golos da Académica.

No entanto, não ganhámos também por culpa própria. Como já sabemos há alguns anos, temos que ser muito melhores do que o adversário para sermos campeões. Hoje não fomos suficientemente melhores para ultrapassar a Académica mais o Xistra e tivemos algum azar com os postes. Faltou-nos, acima de tudo, continuidade e intensidade no jogo. O problema esteve no centro do meio campo. Por vezes passámos demasiado tempo a ver jogar, faltou ao Benfica quem colocasse agressividade naquela zona do campo e saísse a jogar com facilidade. Talvez com o tempo, mais entrosamento, outros jogadores (Martins ou Aimar) e até mais jogadores (talvez, nesta fase de maior fragilidade e menor entrosamento, três jogadores no meio fosse mais aconselhável do que jogar apenas com dois), o processo possa melhorar e o Benfica supere as perdas que teve. Era evidente que perder Javi e Witsel não poderia ser indiferente, principalmente quando nos faltam jogadores semelhantes no plantel em termos de características. Lidar com essa perda de jogadores influentes e um artista do apito mostrou ser demasiado e por isso perdemos dois pontos.

 

PS: JJ está a encontrar uma forma original de utilizar a quantidade de extremos que tem ao seu dispor. Temos um extremo adaptado a lateral, Melgarejo, outro adaptado a posição 8, Enzo Pérez, e nas alas vamos fazendo rotação dos extremos de que dispomos (em Glasgow jogou Gaitán e Salvio, hoje começámos com Bruno César e Salvio, tendo ao intervalo Nolito substituindo o brasileiro). Nestas contas não entra Ola John, por enquanto desaparecido e aguardando a estreia em provas oficiais.

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Domingo, 19 de Agosto de 2012
A arbitragem habilidosa dos novos tempos (actualizado)
por Filipe Boto Machado, Dom 19/Ago/12

Ontem, na Luz, Artur Soares Dias fez uma arbitragem habilidosa, daquelas que a nova escola de árbitros sabe fazer (ele e o Proença são os expoentes máximos).

Estes novos árbitros são muito bons, roubam de uma forma muito mais discreta. No passado eram coisas muito evidentes: grandes penalidades, golos anulados, expulsões incorrectas, etc. Agora, rouba-se de outro modo. A partir do 2-2 foi vê-lo fazer o possível para o tempo passar e nada acontecer. Faltas inexistentes contra o Benfica no meio campo passou a ser algo corriqueiro. Beto demorava o tempo que queria e ele só o repreendia, interrompendo para isso o jogo e dirigindo-se a ele a passo. A equipa médica do Braga entrou para assistir um jogador a 2 metros da linha de fundo e lá esteve durante cerca de 1 minuto. As faltas passaram a ter que ser batidas no local exacto da infracção (mas até então havia liberdade para bate-las na proximidade). Cardozo levou um amarelo por uma jogada em que Beto simula uma agressão. Interrupções, muitas interrupções, o jogo jamais teve 3 minutos seguidos desde o 2-2. No final, 4 golos, 6 substituições, uma expulsã o em que o jogador expulso demorou 2/3 minutos a sair do campo, meio minuto (no mínimo) por pontapé de baliza batido por Beto, uma interrupção para assistência de um jogador do Braga e outra para entregar uma garrafa que se encontrava na área do Braga dão lugar a 4 minutos de compensação (recordo que cada substituição vale, no mínimo, 30 segundos, por isso tudo o resto deu lugar  a 1 minuto!!!). Hoje, ninguém falará de uma má arbitragem, pelo menos, com "influência directa" no resultado. Todos falarão de uma grande penalidade bem assinalada e um cartão amarelo mal mostrado a Douglão. Ninguém falará do deprimente espectáculo do apito que foi a segunda parte.

Sim, é verdade que não foi pelo árbitro que perdemos pontos. Como disse a quem estava comigo depois do jogo, o 11 escolhido, a opção por Melgarejo e as substituições mal feitas colocaram-nos a jeito destas habilidades. No entanto, não queria deixar de chamar a atenção para esta nova forma de arbitragem que nos prejudica com outra classe, discrição e habilidade. Temos que ser muito melhores para resistir a estas habilidades e hoje, por culpa de JJ, não fomos assim tão melhores que o Braga.

 

Actualização:

Hoje, no jogo do Porto, zero golos, zero expulsões, um guarda-redes mais célere a repor a bola em jogo, menos interrupções e muito menos polémica deram lugar a 5 minutos de compensação que só terminaram aos 6 minutos e 45 segundos. O tempo de compensação foi exagerado? Talvez não, mas, se este jogo merecia 5 minutos de compensação (transformados depois em quase 7 minutos), o jogo de ontem mereceria no mínimo 8 minutos para além dos 90. Poderia ser um problema do futebol português, mas é apenas um problema em certos jogos.

Estas arbitragens que nos prejudicam são implicitamente incentivadas pelo nosso presidente que, entre outras coisas, apoia Fernando Gomes, braço direito de Pinto da Costa durante os anos de fruta e café com leite, na presidencia da Liga e, posteriormente, na FPF. Quando dá jeito, critica-se o passado corrupto de alguns indivíduos, mas depois apoiam-se aqueles que foram o seu braço direito. Eu só pergunto, porque é que apoiamos aqueles que nos roubaram e vão continuar a faze-lo? Porquê? O que ganhamos com isso ou o que ganha LFV com isso?

gloriosamente escrito por Filipe Boto Machado
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Daqui

 

As opiniões sobre o chamado Caso Luisão são sintetizáveis em dois grandes grupos. O primeiro, dos anti-benfiquistas, que culpam o capitão do Benfica por um acto de indisciplina e o segundo, da maioria dos benfiquistas, que defende existir uma cabala, talvez orquestrada em sólo nacional, para prejudicar a nossa grande nação castigando um dos seus esteios na defesa.

Mas concentremo-nos no árbitro, o tal Christian Fischer. Admitamos que o árbitro ia mostrar o segundo amarelo a Javi Garcia e que foi agredido por Luisão. Um profissional da arbitragem teria expulso os dois jogadores e continuado o jogo. Ao invés, Fischer retirou-se da partida, há quem refira que nem sequer terminou o jogo.

O árbitro optou por deixar de o ser procurando, com a sua saída, dar uma lição moral, fico com a dúvida, se aos jogadores do Benfica, se ao país.

Como perceberão não partilho da teoria da cabala. Acho, isso sim, que a saída de Fischer foi uma acto de arrogância moral, nada pedagógico, imediatamente corruborado pelos adeptos do mediocre Fortuna pedindo que o jogo continuasse trocando o Benfica pelas suas reservas. Na minha opinião este episódio diz mais sobre a Europa do que sobre o profissionalismo de Luisão. 

Será que Fischer reajiria desta forma se o jogo fosse entre o Fortuna e o PSG? Será que não ficaríamos embaraçados se um árbitro português tivesse o mesmo comportamento num jogo particular no Restelo entre o Belenenses e o Bayern de Munique?

 

* Frase que reproduzo de memória e que ontem, segundo o repórter de campo da telefonia, constava de um cartaz no Estádio da Luz (que os resumos da televisão Oliveira/Bava/Relvas não mostra).

 

ADITAMENTO I : Para se perceber melhor o que aqui se trata veja esta declarações antigas, cada vez mais reinantes.

ADITAMENTO II : Título actualizado depois de ter recebido a imagem

gloriosamente escrito por Tiago Mota Saraiva
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
Sobre os "heróis"
por Nuno Gouveia, Qua 14/Mar/12

O Sporting fez duras críticas às arbitragens. A classe reagiu de forma despropositada e um da matilha até faltou a um jogo. Pinto da Costa disse nessa altura que os árbitros são uns heróis (ele lá saberá a razão, entre frutas e chocolatinhos). O Benfica criticou uma equipa de arbitragem que o espoliou num jogo, e estes reagiram com queixas contra o Jesus e Vieira. Num jogo em que o FC da Fruta reagiu violentamente contra os árbitros, acusando-os até (veja-se a lata desta gente) de terem encomendado as faixas para o Benfica, como é que os "hérois" reagiram? Em silêncio, pois claro. É que eles sabem bem com quem é que se podem meter.

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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
O árbitro faz parte do jogo
por Sérgio Lavos, Seg 05/Mar/12

 

Houve quem tenha achado que não faz sentido criticar a equipa do Benfica no jogo da passada sexta-feira e ao mesmo tempo achar que culpa da derrota foi do sr. Pedro Proença. Mas claro, quem defende esta posição é quem tende a excluir as arbitragens do mundo da bola. Mas eu já deixei de dar para esse peditório há muito.

 

Eu, antes de gostar de futebol, antes de saber porquê ou como é que se pode gostar de futebol, comecei a gostar do Benfica. Ser adepto do Benfica não é uma escolha racional nem uma lei universal - é um desígnio social. O adepto é condicionado a ser de determinado clube por ter crescido no ambiente que proporcionou essa condição. Somos do Benfica antes de pensarmos no que isso significa. A racionalização vem muito depois.

 

E essa racionalização inclui divagações como a "beleza do futebol" ou a "glória da conquista". Racionalmente, o Benfica tem isso tudo. Para quem nasceu em Portugal, o mais racional é ser benfiquista - décadas de domínio apenas coarctado pela ascensão da máfia portista, os melhores jogadores que actuaram em Portugal. Been there, done that. Continuamos a ter parte disso, e não tempos mais porque continua a haver ofertas que alguns árbitros e outros agentes desportivos não podem recusar. Seja como for, a paixão do adepto vai além desta racionalização.

 

Sou do Benfica não porque goste de ver jogar à bola - se não era capaz de ser, neste momento, adepto do Manchester City ou do Real Madrid (o Barcelona, como alguns sabem, faz nascer em mim um irreprimível bocejo) - mas porque faz parte da minha educação e do crescimento enquanto indivíduo. Por isso, não é possível para mim indissociar o papel da arbitragem no jogo. Eu até acho piada, como de resto qualquer comum mortal, à mão do deus Maradona contra a Inglaterra. Há golpes divinos maiores do que qualquer regra. Mas por favor não me obriguem a achar que as consistentes péssimas actuações dos árbitros se aproximam sequer desse momento único da história. Comparar tais fenómenos não só amesquinha a grandeza do acto de Maradona como eleva a mediocridade de Pedro Proença, Olegário e quejandos a alturas que eles nem em sonhos almejam alcançar.

 

Também há a outra questão, talvez a mais importante: o único clube condenado em Portugal por corrupção de árbitros foi o Futebol Clube do Porto. O padrinho Pinto da Costa também foi. Provou-se em tribunal que havia uma rede de dirigentes desportivos que conspiravam para beneficiar o FCP (e outras equipas) e que a cabeça do polvo era Pinto da Costa. Mas como a justiça em Portugal é uma fachada para proteger os mais ricos e poderosos, as condenações foram ridículas, inacreditáveis. Em Itália, a pátria do crime organizado, levaram a sério o caso "Calciocaos" que envolvia situações menos graves do que o caso "Apito Dourado" e os clubes investigados foram duramente condenados e os dirigentes desses clubes castigados de forma exemplar. Em Portugal, foi o que se viu. E Pinto da Costa continua por cá, impune e empáfio.

 

Numa modalidade em que resultados podem ser decididos por pormenores - ao contrário de outras, como o basquetebol, em que os pontos em disputa diluem a responsabilidade das equipas de arbitragem -, um erro grave pode decidir campeonatos. O erro grave, no jogo de sexta, não foi de Jorge Jesus. Nem foi apenas um erro. Foram vários, todos prejudicando o Benfica. O clube fez três jogos menos bons no campeonato e nos três foi prejudicado pelos árbitros, e nos três perdeu oito pontos. O FCP andou a época toda a jogar aos repelões, a praticar um futebol miserável, mas foi sendo ajudado em algumas partidas. E, na altura decisiva, lá estavam os amigos do costume para dar a estocada final. Há muito deixei de acreditar em coincidências. E, sinceramente, só estou a ver uma mudança neste estado de coisas quando Luís Filipe Vieira deixar de ser presidente - por qualquer insondável mistério, depois do roubo de sexta, no pasa nada para os lados da Luz. Porquê? É assim que ele defende os interesses do clube? Não. Há alturas em que não se pode ceder a interesses obscuros. Esta é uma delas. E Rui Costa, aquele que eu gostaria de ver na cadeira de presidente, não tem nada a dizer? Jorge Jesus pode até ser parte do problema, mas desconfio que a solução não está no seu afastamento. Até ao fim do campeonato, o Benfica tem de mudar. A ver vamos, como disse o fiscal-de-linha que validou o terceiro golo do Porto.

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