Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014
O que se passou?
por Tiago Mota Saraiva, Seg 10/Fev/14

Ontem percebemos como são polivalentes os nossos comentadores desportivos. Na ausência do jogo para comentar, apareceram novos opinadores sobre qualidade da construção. 

Na verdade pouco se sabe sobre o que se passou no Estádio. Há quem diga que já tinha sucedido há um ano, mas ninguém sabe se foram os mesmos painéis que voaram. Uma coisa é certa, o Estádio ainda está dentro do período de garantia da obra (10 anos) e daí a chamada da Martifer. Como colocou em risco milhares de pessoas, seria bom que o relatório e as suas conclusões fossem tornadas públicas - repare-se que o problema pode ser do projecto, do material, da construção, da fiscalização, da manutenção e até de uma situação climatérica extraordinária. Outra coisa que merece reflexão é se, estando o país sob alerta vermelho, devem acontecer eventos desportivos ou afins desta escala?

Na minha opinião, não. Não porque são grandes aglomerações e porque implica a mobilização de recursos (polícia, bombeiros e médicos) que devem estar disponíveis para outras ocorrências.

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Domingo, 26 de Janeiro de 2014
Esta doeu
por João Santana Lopes, Dom 26/Jan/14

Bem, depois de:

 

- ver partir, por exemplo, o Nélson Oliveira e o Miguel Rosa (um emprestado, o outro "dado");

- não ver jogar os "putos" que ainda restam (e são alguns, felizmente) de forma habitual (Nosso Senhor lá saberá o porquê);

- estar constantemente ameaçado pela saída deste ou daquele;

- ter sentido novamente a classe de um novo Rui Costa, ontem;

 

Eis que surge isto (como foi também dito aqui). Sabemos que o futebol português vive momentos difíceis (veja-se a venda de Lucho e outras do FC Porto, já para não falar do Sporting) - e que, provavelmente, muitos mais casos se seguirão num futuro breve -, mas isto de não ter ao dispor, neste momento, jogadores fundamentais como é o André Gomes (em detrimento de outros que acham que "jogam"), leva-me a adiar o sonho de ver uma equipa à Benfica tão cedo quanto desejaríamos. Deus queira que esteja enganado.

 

 Créditos da foto aqui

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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013
Negócios estranhos...
por Filipe Boto Machado, Seg 12/Ago/13

Não dá para ficar indiferente. É impossível não ficar preocupado. O Benfica, nos últimos anos, tem sido responsável por negócios muito estranhos e que nos devem preocupar.

Comecemos por Roberto. Terceiro guarda-redes do Atlético Madrid, emprestado ao Saragoça, contratado pelo Benfica por 8,5M€ em 2010/11. Vários frangos depois, transformado no terceiro guarda-redes do Benfica, atrás de Artur e Eduardo, Roberto é vendido por 8,6M€ ao Saragoça, entretanto falido. Dois anos depois Roberto é novamente vendido pelo Benfica ao Atlético Madrid por 6M€. Nada de estranho?

Ainda no mesmo defeso da contratação de Roberto, Di María foi vendido por 25M€, mais objectivos, mas em troca recebemos Rodrigo e Alípio, segundo os jornais desportivos por 6M€ e 5M€ respectivamente. Rodrigo vale os 6M€ investidos, mas os 5M€ gastos em Alípio tiveram que objectivo? Porque recebemos este brinde? Para empolar os valores recebidos por Di María? Com que objectivo?

Este ano contratámos Pizzi por 6M€ por 50% do passe ao Atlético Madrid, espécie de troca pelos 100% do passe do Roberto. Nem chegou a ser apresentado no Estádio da Luz. Foi logo emprestado ao Espanyol. Depois foi Luis Fariña, médio contratado pelo Benfica, em parceria com a Gestifute, segundo os jornais por valores entre 2,5M€ e 3M€. Seguiu o mesmo caminho de Pizzi, foi emprestado, mas neste caso foi para Baniyas, clube do Dubai, onde não esperamos certamente valorizá-lo ou torná-lo mais preparado para o nosso campeonato. Uma e outra contratação tiveram que objectivo?

Pelo meio, contratámos vários jogadores que (quase) nunca vestiram o manto sagrado, tais como Mora, Michel, Nuno Coelho, Djaniny, Djaló ou Carole, que apenas passaram pelo Benfica para treinar à parte ou serem sucessivamente emprestados até às respectivas rescisões de contrato.  Mora foi agora trocado por Funes Mori (e parece que ainda pagámos mais uns milhões). Michel chegou, seguiu para Braga, foi devolvido, ficou meio ano a engordar e agora foi emprestado a um clube do Médio Oriente. Nuno Coelho foi emprestado, na primeira época, ao Beira-Mar, e na segunda, ao Aris. Nunca fez um jogo oficial e nos particulares jogou quase sempre como central. Nunca contou para Jorge Jesus. Djaniny, que nem um particular fez pelo Benfica, pouco jogou na temporada passada no Olhanense e esta temporada foi para o Nacional, clube amigo do Porto. Djaló espera nova colocação depois de uma época emprestado ao Toulouse. Tendo em conta o número de extremos e oportunidades que não teve no Benfica, parece que também nunca foi encarado como solução. Carole, lateral esquerdo, fez meia dúzia de jogos, foi emprestado há duas época ao Sedan, na temporada passada foi utilizado como central na equipa B e este ano rescindiu contrato. Custou 0,5M€ e nem sabemos se era bom.

Por fim, a equipa B para onde já foram contratados jogadores que não fizeram um único minuto. Ernesto Cornejo, ex-Barcelona B foi o exemplo mais evidente. Esteve um ano a treinar e não jogou um minuto que seja. Este ano fomos buscar dois irmãos de jogadores na equipa A, Filip Markovic e Uros Matic, como se o talento para o futebol fosse genético e hereditário...

O resultado desta política de aquisições é para já mais de 100 jogadores com contrato profissional e mesmo assim continuamos a ter plantéis desequilibrados, com falta de opções para algumas posições (no ano passado inventou-se um lateral esquerdo e abusou-se na disponibilidade de Matic) e excesso noutras (tivemos extremos para troca). Com mais de 100 jogadores com contrato profissional, ainda continuamos a pedir alguns jogadores emprestados (Cortez e Silvio). O resultado destes negócios em termos financeiros continua por descobrir. Sabemos que é crítico realizar vendas de muitos milhões todos os anos, mas, aparentemente, podemos esbanjar milhões em contratações e ordenados, que baixos ou elevados são pagos pelo Benfica. Aparentemente, há aqui qualquer coisa que não bate certo, mas posso ser eu que não estou a ter visão de negócio dos dirigentes do Benfica.

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
...
por José Maria Barcia, Sex 10/Mai/13

 

 

Amanha é o jogo do título. O Benfica vai ao Porto decidir o campeonato. Podíamos ter ganho ao Estoril e ir ao norte com uma vantagem mais confortável. Mais isso significaria que podíamos perder e vencer o campeonato. Não teria tanta piada. Ser do Benfica é ir ao pior campo possível para ser campeão. Ir a Camp Nou, ao Bernabéu ou a outro estádio qualquer seria um passeio comparado com o que vai acontecer amanhã.

 

Amanhã, nas Antas, o Benfica vais ser campeão. Vão ser os 90 minutos mais dignos de um titulo e só assim poderia ser ''à Benfica''. 

 

Amanhã, Benfiquistas vão ao Porto. Os outros vão estar em casa, no café, na tasca ou no restaurante. Com os amigos, com a família ou até mesmo sozinhos. Mas amanhã, vamos todos gritar. Ficar sem ar com um ataque perigoso dos andrades, celebrar uma defesa do Artur como se fosse um golo, saltar da cadeira com uma corrida do Gaitán, dizer para ele passar a bola que o Cardozo já está na área à espera e finalmente, pular aos gritos quando a bola for amparada pelas redes da baliza do adversário. E talvez sofrer se eles marcarem primeiro. Ou se empatarem a meio do jogo e mais um golo a virar o resultado. Mas que faltem cinco minutos e um golo para sermos campeões, eu e todos nós acreditaremos. 

 

Amanhã quando acabarmos o jogo, seremos campeões. O Artur terá feito defesas impossíveis, o Maxi terá corrida e batalhado como se tivesse um pulmão a mais, o Luisão será a voz da liderança, aguentando a equipa. O Garay, limpo e cheio de classe, evitará golos, passes e perigos outros, o Melgarejo vai jogar bem. Um pouco mais à frente, Matic será um polvo com mais de oito pernas, o Enzo esse sacana com cara de menino bem comportado, não deixará pedra sobre pedra no relvado azul. Os extremos Gaitan e Salvio, vai correr para trás e para a frente, em fintas e cruzamentos, em guerra sob a forma de corrida. À frente, o bom mal-amado Cardozo vai marcar. E os outros que poderão jogar, farão os melhores minutos das suas carreiras.

 

É assim que imagino o jogo. É assim que quero que seja o jogo. Principalmente, quero que eles me orgulhem. A mim e aos restantes adeptos. E à camisola que envergam. 

 

Amanhã será mais que um jogo, mais que um desporto. Amanhã o país pára para ver 22 homens a correr atrás de uma bola. E não é bom?

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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

Como era previsível, alguns companheiros escribas não gostaram do meu post. O Benfica é de todos e de cada um. Burros e supostamente inteligentes. De alguns que se incomodam com um dos órgãos de informação do clube ser a favor da liberdade e do pluralismo, numa edição na semana do 25 de Abril, e de outros que ficam orgulhosos com isso. É assim a vida.

 

Futebol não é, para mim, só futebol. Por exemplo, eu prefiro ver um jogo no Topo Sul e aplaudir do que estar na tribuna e abanar as jóias. É uma marca de classe. A historia do futebol e de vários clubes está repleta de momentos de intervenção política. O desporto, no caso o futebol, é vida. E vida inclui política. Há vários clubes e atletas espalhados pelo mundo que o afirmam. Do fascista Di Canio ao comunista Lucarelli. Podemos fazer de conta que não e, assim, imaginar que os gestos de John Carlos e Tommie Smith nos Jogos Olímpicos de 1968 não tiveram qualquer significado. Ou a Académica na final da Taça de Portugal. Ou a monumental assobiadela a Durão Barroso na inauguração da nova Catedral.

 

Dispenso a sociologia e retribuo o elogio de várias afirmações proferidas pelo Bruno.

 

E vamos lá ganhar no Dragão.

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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
Clube do Povo
por rms, Sex 26/Abr/13

Eu percebo que a edição desta semana do nosso jornal vá fazer muitas comichões, mesmo a algumas pessoas que escrevem neste blog.

 

Clube do Povo é clube do Povo. Avante p'lo Benfica!

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Ola... Aimar!
por João Santana Lopes, Ter 22/Jan/13

Publicado hoje

 

 

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Factos agradáveis também são notícia
por João Santana Lopes, Sex 18/Jan/13

Não podia deixar passar mais tempo sem escrever aqui. O futebol do Glorioso não é o mesmo de há uns meses e, mesmo, de há uns anos. Quer queiramos quer não, Jorge Jesus acertou o passo e, atrevo-me a dizer, lançou o SL Benfica para uma senda, não direi de títulos, mas de estabilidade competitiva.

O SL Benfica é hoje um clube de futebol em que os seus sócios e adeptos acreditam, e para isso muito contribui a prestação desportiva da sua equipa principal. Há muito tempo que não via a minha equipa com uma segunda opção para cada posição e a jogar de forma estável e regular (o que pressupõe ganhar e estar na liderança em diversas competições). Não sei a quem atribuir o mérito principal, por isso distribuo-o por toda a equipa directiva e pelos atletas. Este meu Benfica tem vindo a ganhar estofo europeu e, a continuar assim, "arriscamo-nos" a dar por garantida a presença na Champions todos os anos.

Não quero que se olhe para isto com condescendência. Todos conhecemos o nosso passado. Todos sabemos que houve erros cometidos pelas direcções anteriores e também pela actual direcção, bem como pelas equipas desportivas. No entanto, deparamo-nos hoje (mesmo não ganhando ao FC Porto e ao FC Barcelona) com uma maturidade que quase sempre vimos e vemos nas grandes equipas inglesas e espanholas, e a qual sempre ambicionámos ter.

Por isso, há que dar relevância ao facto de estarmos bem, mesmo com perdas destas: de termos grandes goleadores (até o Kardec marca), de termos uma grande defesa em construção (de salientar o regresso do Roderick), e de termos uma revelação/confirmação, como é a do "patrão" Matic.

Não nos deslumbremos e não façamos de contas que não há desgastes, mas também não deixemos de aplaudir e de apoiar a nossa equipa! Principalmente agora!

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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
Missão cumprida
por Filipe Boto Machado, Ter 11/Dez/12

Em épocas já algo distantes, um jogo com o Sporting representava não só 3 pontos para o Benfica como -3 para o Sporting na luta pelo título. Neste ano, o jogo resumia-se a saber quantos pontos o Benfica trazia deste jogo. Não podíamos perder pontos contra os calimeros. Nas contas finais, o Porto terá certamente 6 pontos nos jogos com o Sporting. O Benfica tem de somar outros 6 pontos e 3 já cá cantam. Além disso, há sempre o factor motivação de vencer um derby frente ao Sporting. Disse num post anterior que, para sermos campeões, temos de marcar a diferença nos principais jogos deste campeonato, nomeadamente frente a Porto, Braga e Sporting, não só pelos pontos em disputa, mas também pela carga emocional que representa um resultado positivo ou negativo neste tipo de jogos. Ontem, o Benfica venceu, cumpriu a sua missão e continua na luta pelo título.

Quanto ao jogo, confesso que não gostei da forma como o Benfica jogou ontem em Alvalade. Nunca conseguimos ganhar o meio-campo na primeira parte e isso deveu-se à forma como a equipa se posicionou em campo. Se Matic se junta aos centrais na saída de bola e Lima não recua para vir buscar jogo, sobra André Gomes para um espaço de 25x25metros, obrigando o Benfica a jogar apenas pelas alas (uma de cada vez, pois não existe ninguém no meio para receber a bola e virar o jogo) ou no pontapé para a frente (sem ninguém para ganhar as segundas bolas no meio-campo). Contra o Moreirense ou o Paços, este tipo de jogo funciona, pois não se nota o espaço entre o meio-campo e os avançados. No entanto, contra uma equipa que pressione e queira algo mais do jogo, a distância entre sectores torna-se demasiado evidente, o jogo fica denunciado, as linhas de passe não existem, sobram os pontapés para a frente, as perdas de bola sucedem-se e as segundas bolas são quase todas do adversário. O Sporting jogou como equipa pequena. Onze jogadores atrás da linha da bola, meio-campo lotado e pressão em cima dos jogadores do Benfica quando estes passavam o meio-campo de modo a contra-atacar rapidamente com passes nas costas da defesa do Benfica. Pranjic, Elias, Carillo e Capel correram até rebentar e felizmente rebentaram. Com ou sem jogo na passada sexta-feira, o Sporting dificilmente aguentaria aquele ritmo mais do que 60 minutos. Assim aconteceu. Com a quebra do Sporting houve mais espaço para Salvio e Ola John, a distância entre setores no Benfica diminuiu com a subida possível de Matic e André Gomes, Lima passou a fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, e Cardozo apareceu para resolver o jogo como só ele sabe.

Vencemos justamente e continuamos na luta pelo título, mas não fiquei plenamente convencido. Espero que JJ entenda o que não correu bem no jogo de ontem e o corrija quando recebermos o Porto em Janeiro. Nos jogos com os adversários mais pequenos o Benfica ataca 80% do tempo de jogo, logo pouca gente no meio-campo, nomeadamente quando joga em casa, não é um grande problema. Em jogos com nível de dificuldade mais elevado, esta táctica tão "corajosa" coloca-nos a jeito. Não podemos voltar a entregar o meio-campo ao adversário. O que importa no rescaldo deste jogo é que continuamos na luta pelo título e isso, para um benfiquista, é muito mais importante do que uma vitória frente ao Sporting, especialmente este Sporting.

 

PS 1: Boas exibições de Artur, Ola John, Salvio, Lima e Cardozo, especialmente este último, mais uma vez decisivo e a dar mais três pontos ao Benfica. No plano oposto, como o Nuno já tinha referido, exibição insuficiente de Maxi Pereira e a confirmação de que Jardel não está ao nível do nosso capitão Luisão.

 

PS 2: Ontem, o Sporting teve um único português em campo durante os 90 minutos, Rui Patrício. O Benfica jogou com dois portugueses, André Gomes e André Almeida. Já nem esta vitória moral os calimeros podem levar para casa...

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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
Tivemos o que merecemos
por Filipe Boto Machado, Qui 06/Dez/12

Sejamos francos, tínhamos o Barcelona no grupo, mas estava claramente ao nosso alcance passar em 2º lugar. Celtic e Spartak não são equipas de oitavos-de-final da Champions. Não passámos porque fomos incompetentes.

Começámos com um empate em Glasgow. Não sendo um resultado espectacular, no contexto em que foi alcançado, com Witsel e Javi Garcia acabadinhos de serem transferidos, não foi nada mau. No jogo seguinte recebemos o Barcelona, mas não quisemos nada com o jogo. JJ decidiu encarar a derrota naquele jogo como um inevitável destino. A fechar a primeira volta fomos a Moscovo perder com o Spartak, hipotecando as nossas aspirações de passar à próxima fase. Só não foi pior porque na mesma jornada o Barcelona venceu o Celtic no último minuto do jogo. Nos dois jogos seguintes cumprimos a nossa obrigação, vencendo em casa Spartak e Celtic, só que nas contas de JJ estavam vitórias do Barcelona em todos os jogos e isso não aconteceu em Glasgow, onde o Celtic venceu os espanhóis. A última jornada reservava-nos a temível visita a Camp Nou. No entanto, Tito Vilanova decidiu "dar-nos" uma mãozinha, colocando em campo uma equipa ao alcance do Benfica. Ainda assim, o Benfica não foi capaz de vencer o jogo. O Celtic cumpriu a obrigação de vencer em casa o Spartak e nós fomos empurrados para a Liga Europa.

Ontem, criámos cerca de meia dúzia de claríssimas oportunidades de golo. No entanto, não conseguimos concretizar uma única dessas oportunidades! Ao intervalo já podíamos estar a vencer por dois ou três golos de vantagem. Na segunda parte, embora tendo sido menos produtivos, tivemos oportunidades suficientes para a história final ser outra, mas não fomos capazes de fazer golo. Não foi falta de sorte, foi incompetência. Falhámos demasiados golos para uma equipa que quer passar a próxima fase da Liga dos Campeões. A entrada em campo de Bruno César foi o primeiro sinal de que não merecíamos melhor sorte (o homem não joga absolutamente nada...). O lance final, com Maxi Pereira a rematar a bola dois metros acima da trave, foi a evidência que confirmou que este ano não merecíamos passar à próxima fase. Com tanta incompetência frente à baliza, só passaríamos à próxima fase se o Spartak fizesse o trabalho por nós. Podia ser essa a pontinha de sorte de que falava JJ, mas eu digo que isso já seria pedir demasiado. Na minha opinião, tivemos tudo para passar à próxima fase, mas os toscos escoceses foram muito mais ambiciosos, corajosos e competentes. Temos melhor equipa, mas não o provámos nas diversas oportunidades que tivemos.

 

PS 1: Só espero que a passagem para a Liga Europa, com o consequente aumento do número de jogos possíveis a fazer nas competições europeias (para quem não sabe, a Liga Europa tem mais uma eliminatória do que a Liga dos Campeões), não sejam desculpa para maus resultados nas competições internas. Estou farto dessa desculpa.

 

PS 2: Estes jogos mostram-nos que jogadores são capazes de jogar a um nível superior. Ontem, Artur, Ola John e Garay mostraram ter capacidade para jogar a um nível muito alto. Outros como Bruno César demonstraram todas as suas limitações.

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012
Está a chegar a hora da verdade
por Filipe Boto Machado, Seg 26/Nov/12

O Bruno Vieira Amaral escreveu, e bem, sobre o desentusiamo existente e identificou as razões para o mesmo. Eu acredito que muitos benfiquistas têm vontade de se voltarem a entusiasmar, mas manda a história recente que sejam mais prudentes.  Mais do que desentusiasmados, estamos desconfiados. Precisamos que a equipa nos mostre algo mais na hora da verdade. Até agora a época não foi fantástica, pois só um milagre nos permitirá seguir na Champions, mas também não tem sido negativa, pois internamente estamos na luta pelo título e mantemo-nos na Taça de Portugal. No entanto, do meu ponto de vista, está a chegar a hora da verdade, os jogos em que se vê a fibra dos campeões. É nestes jogos que todos vamos perceber se temos capacidade para lá chegar. Em meados de Janeiro estaremos entusiasmados ou irremediavelmente desentusiasmados.

A 10ª (visita a Alvalade) e 14ª (recepção ao Porto) jornadas serão importantes e decisivas para a luta pelo título. Em campeonatos equilibrados, os jogos grandes são aqueles que desequilibram a balança, não só pelos 6 pontos que representam (3 ganhos + 3 retirados ao adversário) como também pela carga emocional que representam. Quando fomos campeões, em 09/10, fizemos 10 pontos no campeonato Benfica/Porto/Sporting/Braga: com o Sporting vencemos em casa e empatámos fora; com Porto e Braga, perdemos fora e ganhámos em casa. A vitória frente ao Porto em casa acabou por ser decisiva para cavar um fosso, afastá-los do título e arrancarmos rumo à vitória. Nesse ano, apenas o Braga fez melhor, 12 pontos. Porto fez 9 pontos e Sporting apenas 4. Em 10/11, perdemos com o Porto duas vezes, vencemos o Sporting duas vezes, ganhámos na Luz ao Braga mas perdemos quando nos deslocámos à pedreira. A derrota no Dragão marcou o campeonato. A derrota em Braga acabou com o campeonato. Fizemos 9 pontos contra 16 do Porto, 7 do Sporting e apenas 3 do Braga. Em 11/12, no ano passado, empatámos no Porto e em Braga, vencemos o Braga e o Sporting na Luz, perdemos em Alvalade e na recepção ao Porto. Como todos sabem, a derrota na Luz frente ao Porto foi decisiva para a luta pelo título. A derrota em Alvalade acabou definitivamente com as nossas esperanças. Fizemos 7 pontos contra 14 do Porto, 4 do Braga e 7 do Sporting. A avaliação deste campeonato a quatro diz-nos muito sobre a classificação final. Pode não ser tudo, mas é muito importante. Por exemplo, é curioso verificar que o Porto não foi campeão quando não ganhou em Braga e na Luz, que o Benfica só foi campeão quando venceu o Porto na Luz e o Braga só lutou verdadeiramente pelo título quando teve um bom desempenho nestes jogos grandes (no ano passado, as derrotas na Luz e na recepção ao Porto acabaram com as esperanças do Braga).

Este campeonato está muito desequilibrado a favor de Benfica e Porto. As restantes equipas estão muito fracas. Marítimo, Nacional e Guimarães não são as equipas competitivas de outrora. Este ano perder pontos contra os pequenos será mais resultado de incompetência de Porto ou Benfica e não das dificuldades que as outras equipas colocam. Acredito que os jogos entre as principais equipas serão decisivos para as contas finais e para embalar alguma das equipas para o título. Tudo começa já na próxima jornada quando visitarmos o outro lado da 2ª Circular onde poucos têm perdido pontos este ano. Temos de ganhar. A vitória do Porto ontem em Braga a isso nos obriga. Empatar não chega e terá sabor a derrota. Quero chegar ao dia 13 de Janeiro em posição de recebermos o Porto e nesse jogo podermos passar para a frente do campeonato.

Julgo que são vitórias nestes jogos que nos poderão devolver o entusiasmo sem reservas. O ano passado mostrou-nos que não interessa como começa, mas sim como acaba. Temos de ser fortes e consistentes. Este ano ainda não vimos nada que nos garanta isso. Pelo contrário, na Champions até tivemos alguns sinais contrários. Temos de cumprir a nossa obrigação frente às equipas mais pequenas e desequilibrar o campeonato a nosso favor nos jogos grandes. Alguns estarão a pensar "então e as arbitragens?". Respondo que temos que contar com esse adversário extra. No ano passado foi o Proença que deu um empurrão decisivo, mas nós também nos metemos a jeito quando procurámos o 3-1 desalmadamente com 5/6 jogadores no processo ofensivo e deixámos em campo um perna de pau chamado Emerson. Este ano temos de ser mais fortes. Aqui ao lado, Mourinho só foi campeão quando venceu o Barcelona e os factores extra jogo. A arbitragem tem de ser um adversário com quem temos que ter alguns cuidados especiais, mas temos de vencer estes jogos.

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Terça-feira, 2 de Outubro de 2012
Com estes jogadores era difícil fazer melhor
por Filipe Boto Machado, Ter 02/Out/12

Quando no sorteio nos calhou o Barcelona já sabíamos que ia ser difícil. Entretanto, perdemos Luisão, castigado, Witsel e Javi García, vendidos. Não encontrámos substitutos e fomos à luta com o que tínhamos disponível. Se ia ser difícil, fragilizados desta forma tornou-se ainda mais complicado. Jogar contra o Barcelona é abdicar da bola a maior parte do tempo, é correr muito e sofrer outro tanto. Nunca é fácil para qualquer equipa. No entanto, jogar sem meio campo contra estes senhores é um suicídio. No meio campo jogámos com um jogador que ainda não está adaptado à posição 6, Matic, e dois extremos que, com notórias dificuldades, fazem o possível para cumprir no centro do campo, Bruno César e Enzo Pérez. Era previsível que isso não chegasse e não chegou. No estádio, com uma visão panorâmica do que se passava, foi possível ver como o meio (não) pressionava. Bruno César via jogar e nem estava bem posicionado, Enzo procurava apenas não desequilibrar a equipa e Matic procurava ganhar a bola naquele seu jeito voluntarioso e desorientado, sempre fora da sua posição. Com estes jogadores, era difícil fazer melhor. Com Javi García e Witsel, provavelmente, perderíamos o jogo na mesma (eles ganham quase sempre, seja contra quem for), no entanto, estou certo que incomodaríamos mais o Barcelona e daríamos melhor réplica. Faltou-nos quem pressionasse e desse luta no meio campo. Os que jogaram não têm essas características por muito que os posicionem nessas posições. Para percebermos a fragilidade do onze que apresentámos hoje, repare-se que 5 dos 10 jogadores de campo titulares, no ano passado, jogavam nas alas sem grandes preocupações defensivas: Melgarejo, Bruno César, Gaitán, Salvio e Enzo Pérez. Este é o plantel dos extremos, por isso não podemos querer que eles sejam números 6 ou 8. Jogar contra o Barça implica defender muito, correr atrás da bola, mas não fazer marcação com os olhos, ver a bola rolar e esperar que o Barcelona a deixe escapar por erro próprio. Desse modo, provavelmente, o Barcelona vai errar pouco, como não errou, e chegará ao golo mais tarde ou mais cedo, como assim aconteceu no início de cada uma das partes. Sem ser pressionado, o Barcelona perde a bola apenas onde tal não acarreta qualquer perigo e o adversário está muito longe da baliza do Barça para conseguir criar oportunidades de golo.

O jogo já lá vai. Com outros jogadores podíamos ter feito melhor, mas não foi nenhuma vergonha. A prioridade é o campeonato e na Champions nada está perdido. Longe disso. Estou convencido que com 8 pontos passamos este grupo. Faltam duas vitórias e um empate. Empatar na Rússia e ganhar os jogos em casa que nos faltam é a receita.

 

PS: Os benfiquistas pediram uma alternativa a Maxi para quando este estivesse lesionado ou castigado. Neste momento, precisávamos de mais do que uma alternativa para o substituir em caso de lesão ou castigo. Maxi precisava mesmo de uns jogos fora. Desde o início da época, o uruguaio ainda não se encontrou. Acumula lapsos defensivos e más decisões no plano ofensivo. Hoje foi um verdadeiro desastre. Quase todos os lances de perigo para a nossa baliza surgiram por aquele lado. Um jogo para esquecer. Esperemos que volte ao melhor nível rapidamente.

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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
40M€ ou 60M€? Porque não 100M€?
por Filipe Boto Machado, Qua 05/Set/12

Tenho achado deliciosas as contas da transferência de Hulk para o Zenit. O F.C.Porto comunicou à CMVM a venda de 85% do passe de Hulk por 40M€. Pelas minhas contas, se 85% valem 40M€, 100% valem 47M€. É uma regra de três simples. Nada de muito complicado. No entanto, a imprensa portuguesa tem referido que Hulk foi transferido por 60M€, dos quais o Porto recebeu 40M€ por 85% do passe. Segundo consta, a fonte deste valor de 60M€ é o empresário de Hulk, Teodoro Fonseca. Talvez porque seja demasiado fácil fazer contas e perceber que que não tem como chegar a 60M€, o empresário de Hulk veio esclarecer os contornos do negócio. Segundo ele, aos 40M€ pagos ao Porto pelos seus 85% do passe, somam-se 9M€ pagos ao Restistas por 15% do passe (cada 1% do Rentistas, clube que não tinha direitos desportivos sobre o jogador, valem mais do que cada 1% do F.C.Porto?), 3M€ do fundo de solidariedade (5% do valor da transferência que incidem sobre 60M€ que contabilizam comissões e prémios?), 6M€ de comissões e 2M€ de prémio de assinatura para Hulk. Por sua vez, o Zenit assegura que só pagou 40M€ pelo passe de Hulk. Aliás, vai pagá-los durante três anos. Será que Teodoro Fonseca também fez uma actualização destes valores à data actual? Não me parece, mas até seria menos descabido do que juntar comissões e prémios de assinatura nas contas finais da transferência.

 

Nunca tinha ouvido falar de comissões, prémios de assinatura e fundos de mecanismo de solidariedade como parte do valor global de uma transferência. Qualquer transferência envolve comissões, caso contrário os empresários não estavam no futebol, e o pagamento do mecanismo de solidariedade é uma imposição da FIFA, pelo que está presente em qualquer transacção de futebolistas. A maioria das transferências também envolverá um prémio de assinatura para o jogador transaccionado. No entanto, ninguém fala deste tema quando se transferem jogadores. Porquê contabilizar estes valores nesta transferência e não falar neles noutros casos? Para aproximar o valor dos 100M€ e tornar Hulk a transferência mais cara alguma vez realizada por clubes em Portugal? Já agora, como a criatividade e imaginação está no auge, porque não contabilizar também os salários que o tipo vai auferir durante os anos de contrato? Fica ainda mais perto dos 100M€ e nem vamos estranhar muito o critério se não se colocam em causa as parcelas dos 60M€.

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Sábado, 25 de Agosto de 2012
#Respeito
por João Santana Lopes, Sab 25/Ago/12

Morreu sócio número um.

 

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012
Vamos ao que interessa?
por rms, Sex 29/Jun/12

Acabou o Euro para Portugal e para a Alemanha. Confesso que a minha selecção era a República da Irlanda, que faz do futebol aquilo que deve ser: uma festa para os adeptos. Fora isso, a "espinha dorsal da selecção portuguesa" - alguém se lembra disto? - resumiu-se a Nelson Oliveira, miúdo que, felizmente para nós, jogou pouco tempo, não fosse este Euro levá-lo já para outras paragens. Torcemos pela Itália. Acabou o Euro.

 

Agora, podemos voltar ao que realmente interessa?

 

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