Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
Foi por dois minutos...
por Filipe Boto Machado, Qua 04/Set/13

Siqueira, é este o nome do lateral esquerdo que o Benfica inscreveu na Liga às 23h58m. Declarações do director desportivo do Granada permitem-nos saber que Siqueira chegou a estar a um pequeno passo do Real Madrid. Por falta de tempo, Coentrão não saiu do Real para o Manchester, Siqueira deixou de interessar ao Real e assim o Benfica teve a oportunidade de o contratar. Foi por muito pouco que o Benfica conseguiu a sua contratação. Foi por apenas 2 minutos que o Benfica o conseguiu inscrever na Liga.

Que interessa esta história? Hoje, ao ter conhecimento que Siqueira, ao contrário de Cortez, está na lista do Benfica para a Champions, percebi que Cortez, um dos jogadores com mais minutos desta pré-época, que arriscava ser a única opção do Benfica para a lateral esquerda, deixou de contar para JJ. Por dois minutos, o Benfica deixou de contar com um jogador. A parte boa é saber que Siqueira vem para ser titular e Cortez vai ser encostado (nunca o vi jogar, mas não é difícil ser melhor). A parte má é notar este extraordinário planeamento que fez com que Cortez, por uma feliz sequência de acontecimentos e a apenas dois minutos do fim do prazo de inscrições em Portugal, passasse de única opção, obrigatoriamente titular em todos os jogos da época, para não inscrito nas competições europeias e ,aparentemente, carta fora do baralho. Desta vez correu bem...

 

PS: O Benfica tem quatro laterais, Maxi, Sílvio, Cortez e Siqueira, três deles são emprestados. Porque gastamos tanto dinheiro em médios ofensivos e as laterais da defesa são ocupadas por jogadores emprestados? É uma simples decisão de construção do plantel ou trata-se de uma decisão de investimento em jogadores cujas posições tenham maior valorização no momento da venda?

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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013
Fechou o mercado
por Filipe Boto Machado, Ter 03/Set/13

Fechou o mercado para entradas de novos jogadores. Restam Rússia, Turquia e Roménia como origem dos possíveis clubes compradores de algum dos nossos jogadores mais cobiçados. Até agora, não saiu nenhum dos jogadores mais importantes da temporada passada e entraram várias caras novas de qualidade. Investiu-se muito dinheiro e pouco ou nada entrou em troca. Estamos mais fortes, mas também mais endividados. O que não saiu este ano terá de sair no próximo. Não tem como ser de outro modo. No entanto, por enquanto, já que ninguém saiu devíamos aproveitar a overdose de talento que temos no plantel para, no mínimo, sermos campeões.

LFV fez um esforço muito significativo para dar a JJ todos os recursos. Entraram Markovic (10M€), Sulejmani (0€), Djuricic (6M€), Funes Mori (2M€+Mora), Fejsa (4M€), Cortez (emprestado), Sílvio (emprestado) e Siqueira (emprestado). Oblack e Ruben Amorim regressaram de um ano de empréstimo. Além disso, ainda gastámos dinheiro a contratar jogadores para emprestar: Pizzi (troca com Roberto), Fariña (2,5M€) e Lisandro (4M€). Finalmente, contratámos também para encostar: Mitrovic (1M€) não tem onde jogar e está a trabalhar com Carlos Martins (excelente renovação de contrato) e Yannick (grande contratação) na equipa B. Mais coisa menos coisa, o Benfica investiu ~30M€ e encaixou apenas ~8M€ com as vendas de Melgarejo e Nolito.

Desde que fomos campeões, este é o primeiro ano em que alguém convenceu JJ a ter dois jogadores em cada posição. Finalmente! Se Siqueira confirmar as boas referências, temos lateral esquerdo. Maxi na direita, Silvío nos dois lados servem perfeitamente para as encomendas. Cortez não serve para nada. No centro, uma grande dupla de centrais, Garay e Luisão, com alternativas uns bons furos abaixo, Jardel e Steven Vitória. O meio campo conta com os indiscutíveis Matic e Enzo, com a cobertura de Amorim, Fejsa, André Gomes e André Almeida. No meio ofensivo abundam as opções para JJ: a Salvio, Gaitán e Ola John, juntaram-se Markovic, Sulejmani e Djuricic. Na frente, a Lima, Cardozo e Rodrigo, juntou-se ainda, o desejado há mais de dois anos, Funes Mori.

Na minha opinião, temos, de longe, o melhor plantel em Portugal. Conseguimos fazer um onze titular muito bom e temos alternativas no banco que seriam titulares nos nossos adversários. Em Alvalade, por exemplo, Djuricic e Ola John ficaram fora dos convocados porque lá estavam Salvio, Gaitán, Markovic e Sulejmani para as suas posições. Djuricic e Ola John seriam provavelmente titulares nos nossos rivais. Eu, pelo menos, não os trocava por Licá, Varela, Josué, Carrillo, Capel ou Wilson Eduardo. E Urreta, que nem foi inscrito, que utilização teria em qualquer dos nossos rivais? Dá que pensar...

Perante isto, o que nos falta para sermos campeões? Na minha opinião, um treinador competente. Um bom treinador e não um que diz que é bom. Um treinador que não perca o meio campo nos jogos grandes, não viva das individualidades no plano ofensivo, seja capaz de ler o jogo no banco, jogue de acordo com os seus pontos fortes e com os pontos fracos do adversário. Por exemplo, ao contrário do Sporting, não fizemos nada disso no passado sábado. Enquanto que o Sporting explorou as costas dos nossos laterais, com André Martins a juntar-se a Carrillo para explorarem a presença de um "pino" chamado Cortez, nós nunca fomos capazes de explorar as constantes subidas de Jefferson ou Cédric. Perdemos completamente o meio campo, pois jogámos o tempo todo com duas unidades face a três/quatro unidades do Sporting. Vivemos de individualidades, do muito maior talento que temos no plantel. Tem sido por causa destes pormenores, na hora das decisões, que o Benfica tem perdido títulos.

Temos um plantel muito bom e o campeonato a sério ainda está para começar. Vamos esperar que o talento deste plantel suplante a incompetência do treinador e no fim possamos cantar vitória.

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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013
Funes Mori
por Filipe Boto Machado, Ter 13/Ago/13

Funes Mori, parece que é este o substituto de Oscar Cardozo no plantel do Benfica. Para quem não sabe, Funes Mori foi o vencedor de um reality show de futebol nos EUA cujo prémio era a entrada para um clube da MLS. Foi desta forma que iniciou a sua carreira no Dallas.F.C. Segui-se o River Plate e algumas internacionalizações pelos sub-20 argentinos. Agora, segue-se o Benfica.

As primeiras notícias de interesse do Benfica em Funes Mori datam de Dezembro 2010. Nesta altura falava-se que Funes Mori viria para o Benfica numa parceria com um fundo de jogadores a cargo de Kia Jarobochian. Não veio, segundo as notícias da época, porque o River Plate não aceitou nenhuma das propostas feitas pelo Benfica/Kia Jarobochian. No entanto, o Benfica não terá perdido a oportunidade de contar com ele a troco de Rodrigo Mora e cerca de 2M€.

Funes Mori, 23 anos, tem 22 golos em 101 jogos pelo River Plate. Uma análise fria e objectiva destes números não me deixa muito entusiasmado. Funes Mori tem uma média de 0,22 golos/jogo, isto é precisa de quase 5 jogos para fazer 1 golo! O argentino admite que não foi feliz nos Milionários. Segundo ele, "faltou-lhe serenidade na hora da definição", pois a "exigência é muito grande no River Plate". Estará Funes Mori à espera de menos pressão no Benfica? Não sei se lhe disseram, mas, por razões que a razão desconhece, grandes goleadores já foram assobiados pelo exigente público a Luz. Um avançado que não marque golos não terá melhor sorte. Esperemos que, contra todas as expectativas, os nossos olheiros e JJ tenham razão e seja na Luz que Funes Mori encontre o caminho das balizas.


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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013
Negócios estranhos...
por Filipe Boto Machado, Seg 12/Ago/13

Não dá para ficar indiferente. É impossível não ficar preocupado. O Benfica, nos últimos anos, tem sido responsável por negócios muito estranhos e que nos devem preocupar.

Comecemos por Roberto. Terceiro guarda-redes do Atlético Madrid, emprestado ao Saragoça, contratado pelo Benfica por 8,5M€ em 2010/11. Vários frangos depois, transformado no terceiro guarda-redes do Benfica, atrás de Artur e Eduardo, Roberto é vendido por 8,6M€ ao Saragoça, entretanto falido. Dois anos depois Roberto é novamente vendido pelo Benfica ao Atlético Madrid por 6M€. Nada de estranho?

Ainda no mesmo defeso da contratação de Roberto, Di María foi vendido por 25M€, mais objectivos, mas em troca recebemos Rodrigo e Alípio, segundo os jornais desportivos por 6M€ e 5M€ respectivamente. Rodrigo vale os 6M€ investidos, mas os 5M€ gastos em Alípio tiveram que objectivo? Porque recebemos este brinde? Para empolar os valores recebidos por Di María? Com que objectivo?

Este ano contratámos Pizzi por 6M€ por 50% do passe ao Atlético Madrid, espécie de troca pelos 100% do passe do Roberto. Nem chegou a ser apresentado no Estádio da Luz. Foi logo emprestado ao Espanyol. Depois foi Luis Fariña, médio contratado pelo Benfica, em parceria com a Gestifute, segundo os jornais por valores entre 2,5M€ e 3M€. Seguiu o mesmo caminho de Pizzi, foi emprestado, mas neste caso foi para Baniyas, clube do Dubai, onde não esperamos certamente valorizá-lo ou torná-lo mais preparado para o nosso campeonato. Uma e outra contratação tiveram que objectivo?

Pelo meio, contratámos vários jogadores que (quase) nunca vestiram o manto sagrado, tais como Mora, Michel, Nuno Coelho, Djaniny, Djaló ou Carole, que apenas passaram pelo Benfica para treinar à parte ou serem sucessivamente emprestados até às respectivas rescisões de contrato.  Mora foi agora trocado por Funes Mori (e parece que ainda pagámos mais uns milhões). Michel chegou, seguiu para Braga, foi devolvido, ficou meio ano a engordar e agora foi emprestado a um clube do Médio Oriente. Nuno Coelho foi emprestado, na primeira época, ao Beira-Mar, e na segunda, ao Aris. Nunca fez um jogo oficial e nos particulares jogou quase sempre como central. Nunca contou para Jorge Jesus. Djaniny, que nem um particular fez pelo Benfica, pouco jogou na temporada passada no Olhanense e esta temporada foi para o Nacional, clube amigo do Porto. Djaló espera nova colocação depois de uma época emprestado ao Toulouse. Tendo em conta o número de extremos e oportunidades que não teve no Benfica, parece que também nunca foi encarado como solução. Carole, lateral esquerdo, fez meia dúzia de jogos, foi emprestado há duas época ao Sedan, na temporada passada foi utilizado como central na equipa B e este ano rescindiu contrato. Custou 0,5M€ e nem sabemos se era bom.

Por fim, a equipa B para onde já foram contratados jogadores que não fizeram um único minuto. Ernesto Cornejo, ex-Barcelona B foi o exemplo mais evidente. Esteve um ano a treinar e não jogou um minuto que seja. Este ano fomos buscar dois irmãos de jogadores na equipa A, Filip Markovic e Uros Matic, como se o talento para o futebol fosse genético e hereditário...

O resultado desta política de aquisições é para já mais de 100 jogadores com contrato profissional e mesmo assim continuamos a ter plantéis desequilibrados, com falta de opções para algumas posições (no ano passado inventou-se um lateral esquerdo e abusou-se na disponibilidade de Matic) e excesso noutras (tivemos extremos para troca). Com mais de 100 jogadores com contrato profissional, ainda continuamos a pedir alguns jogadores emprestados (Cortez e Silvio). O resultado destes negócios em termos financeiros continua por descobrir. Sabemos que é crítico realizar vendas de muitos milhões todos os anos, mas, aparentemente, podemos esbanjar milhões em contratações e ordenados, que baixos ou elevados são pagos pelo Benfica. Aparentemente, há aqui qualquer coisa que não bate certo, mas posso ser eu que não estou a ter visão de negócio dos dirigentes do Benfica.

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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
40M€ ou 60M€? Porque não 100M€?
por Filipe Boto Machado, Qua 05/Set/12

Tenho achado deliciosas as contas da transferência de Hulk para o Zenit. O F.C.Porto comunicou à CMVM a venda de 85% do passe de Hulk por 40M€. Pelas minhas contas, se 85% valem 40M€, 100% valem 47M€. É uma regra de três simples. Nada de muito complicado. No entanto, a imprensa portuguesa tem referido que Hulk foi transferido por 60M€, dos quais o Porto recebeu 40M€ por 85% do passe. Segundo consta, a fonte deste valor de 60M€ é o empresário de Hulk, Teodoro Fonseca. Talvez porque seja demasiado fácil fazer contas e perceber que que não tem como chegar a 60M€, o empresário de Hulk veio esclarecer os contornos do negócio. Segundo ele, aos 40M€ pagos ao Porto pelos seus 85% do passe, somam-se 9M€ pagos ao Restistas por 15% do passe (cada 1% do Rentistas, clube que não tinha direitos desportivos sobre o jogador, valem mais do que cada 1% do F.C.Porto?), 3M€ do fundo de solidariedade (5% do valor da transferência que incidem sobre 60M€ que contabilizam comissões e prémios?), 6M€ de comissões e 2M€ de prémio de assinatura para Hulk. Por sua vez, o Zenit assegura que só pagou 40M€ pelo passe de Hulk. Aliás, vai pagá-los durante três anos. Será que Teodoro Fonseca também fez uma actualização destes valores à data actual? Não me parece, mas até seria menos descabido do que juntar comissões e prémios de assinatura nas contas finais da transferência.

 

Nunca tinha ouvido falar de comissões, prémios de assinatura e fundos de mecanismo de solidariedade como parte do valor global de uma transferência. Qualquer transferência envolve comissões, caso contrário os empresários não estavam no futebol, e o pagamento do mecanismo de solidariedade é uma imposição da FIFA, pelo que está presente em qualquer transacção de futebolistas. A maioria das transferências também envolverá um prémio de assinatura para o jogador transaccionado. No entanto, ninguém fala deste tema quando se transferem jogadores. Porquê contabilizar estes valores nesta transferência e não falar neles noutros casos? Para aproximar o valor dos 100M€ e tornar Hulk a transferência mais cara alguma vez realizada por clubes em Portugal? Já agora, como a criatividade e imaginação está no auge, porque não contabilizar também os salários que o tipo vai auferir durante os anos de contrato? Fica ainda mais perto dos 100M€ e nem vamos estranhar muito o critério se não se colocam em causa as parcelas dos 60M€.

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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
Sem meio-campo mas com resmas de extremos
por Filipe Boto Machado, Seg 03/Set/12

Não se vendeu um raio de um extremo, mas contrataram-se dois por 20M€: Salvio e Ola John. Não tínhamos um substituto para o Witsel e deixaram chegar o dia 31 de Agosto sem o contratar ("pagaram a clausula, não podíamos fazer nada"). Tínhamos apenas uma espécie de substituto do Javi García, Matic, é do conhecimento público que as negociações para a venda do espanhol já duravam há vários dias, mas mesmo assim deixámo-nos ficar sem alternativa (Javi García que só seria vendido pela clausula foi vendido por menos 10M€ e JJ disse que não precisava de ninguém para o substituir...). Temos, neste momento, apenas três alternativas para o centro do meio-campo: Matic, Carlos Martins e Aimar. Carlos Martins e Aimar lesionam-se uma vez por mês e nenhum deles aguenta dois jogos inteiros seguidos. No entanto, não há problema, caros benfiquistas. Não estejam preocupados. O meio-campo não vale nada. Os treinadores por esta Europa fora vão perceber este ano como se mete uma equipa a jogar à bola utilizando apenas os 10 metros seguintes às linhas laterais a todo o comprimento do relvado. O catedrático vai mostrar a todos a "ciência" do futebol. Extremos do Benfica, vamos a eles. Vai ser de arrasar!

 

PS 1: O que passa pela cabeça de um jogador de 23 anos, como o Witsel, para deitar fora uma carreira de futebolista para ficar rapidamente milionário num clube russo, num país impróprio para a prática do futebol e numa liga que não interessa a ninguém na Europa? Todos sabemos como o dinheiro é importante, mas com um bocadinho de paciência ele não chegaria aos valores que vai auferir na Rússia num clube de todo europeu no próximo ano? Nunca saberemos, mas faz confusão ver um jogador destes ir perder-se para o Zenit.

PS 2: O flop Witsel e o caceteiro Javi García foram vendidos e por cá ficaram os fantásticos Fernando e João Moutinho. Estranho... ou talvez não.

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Sábado, 1 de Setembro de 2012
Fechou o mercado de transferências
por Filipe Boto Machado, Sab 01/Set/12

Finalmente, o mercado de transferências fechou. Tal como era de esperar, em Portugal e no resto da Europa, foram nos últimos dias que se verificaram mais movimentações. Para o Benfica, os últimos dias foram muito agitados, com muitas más e poucas boas notícias:

- Comecemos pelas boas notícias. Conseguimos convencer alguém a contratar Emerson e ainda recebemos uns trocos com isso. Despachámos o Yannick, apenas por empréstimo, mas, pelo menos, não fica cá a ganhar o dele ao fim do mês sem sequer ser convocado. Não vendemos Witsel, Cardozo e Garay.

- Agora as más. Não conseguimos garantir a permanência de Javi García e não contratámos ninguém para o substituir. A aposta em Matic é arriscada. Não sei até que ponto Witsel não vai ser a solução para a posição 6, o que será um verdadeiro desperdício. Perdemos um fantástico jogador como Saviola e fomos contratar Lima por uma “pipa de massa”. Na minha opinião, por 4,5M€ + um jogador acabadinho de chegar (e não veio de borla), arranjava-se melhor. É bom jogador, mas parece-me demasiado dinheiro por um suplente do Cardozo que nunca dará retorno financeiro ao clube (já tem 29 anos, menos um ano do que a idade onde em Portugal um jogador está velho). Esperemos que o retorno desportivo compense o investimento. Não contratámos um raio de um lateral esquerdo e a alternativa ao Maxi é um miúdo de 18 anos que, pelo que já vi dele, embora revele potencial, também apresenta uma enorme falta de maturidade nas suas atitudes.

 

Foi mais um defeso agitado para os nossos lados. No dia 4 de Junho falei de uma overdose de extremos, numa primeira abordagem à forma como estava a ser construído o plantel do Benfica. No dia 23 de Julho voltei a falar sobre esta temática, referindo o quão desequilibrado estava o plantel. Não gostava de ter tido razão, mas era difícil não prever este desenlace.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Benfica investiu significativamente, LVF terá feito mais um esforço financeiro enorme para responder aos pedidos de JJ, que mais uma vez constrói um plantel com muita qualidade, mas muito desequilibrado. Conseguimos ter o melhor jogador do campeonato em várias posições, do meio campo para a frente temos alternativas muito boas aos titulares, no entanto, nas cinco posições mais defensivas do 11 (excluindo desta análise o guarda-redes), i.e. defesas centrais, laterais e médio defensivo, temos 8 jogadores. É verdade, para enfrentar uma época exigente, o Benfica dispõe de 8 jogadores para 5 posições. Maxi é o único lateral direito. Na esquerda temos o projeto de lateral Melgarejo e um outro que não conta, Luisinho. No meio, aos indiscutíveis Luisão e Garay, somam-se Jardel e Miguel Vitor, muitos níveis abaixo da dupla titular. Para médio-defensivo sobra-nos apenas Matic. Do meio campo para a frente, viva a abundância. Temos, neste momento, 7 jogadores para jogarem nas alas (Salvio, Enzo, Nolito, Gaitán, Ola John, Bruno César e Melgarejo) e 4 avançados (Cardozo, Rodrigo, Lima e Kardec). No máximo para 4 lugares (quando jogarmos com 3 no meio-campo, serão apenas 3 lugares), o Benfica conta com 11 opções! Os números não mentem. Temos um plantel com 25 jogadores, 3 deles são guarda-redes, o que significa que 11 jogadores, metade do nosso plantel de jogadores de campo, são opções para 3/4 lugares do onze.

Disse nos posts já referidos que iríamos comprovar como muitos destes jogadores iriam ser emprestados, alguns deles pela Xª vez consecutiva, e o plantel acabaria muito desequilibrado. Fechou o mercado e isso pode-se comprovar. Contratamos para emprestar. Hugo Vieira, Yannick, Jara e Mora foram emprestados. Contratados nos últimos três anos, todos eles têm em comum o seguinte: foram contratados, jogaram pouco e foram de imediato emprestados, alguns de forma sucessiva. Nesta lista falta ainda Urreta, que desapareceu de cena, e o intrigante caso de Michel, contratado há dois meses para enviar para Braga, sem ter feito pouco mais do que 45 minutos num amigável contra a Juventus.

Apesar do desequilíbrio do plantel, acredito que é possível fazer uma boa época. Se tivermos sorte com as lesões na defesa, o catedrático não inventar em demasia e não treinar a equipa para atingir um pico de forma em Janeiro e rebentar em Março, acredito que podemos voltar a ser campeões. JJ pode fazer muito disparate, mas, ainda assim, continuamos a ter muitos bons jogadores no Benfica, capazes de fazer a equipa resistir a este kamikaze de cabelo branco. De resto, se nós temos o JJ, o Porto tem o Vitinho. Por aí, a coisa está relativamente equilibrada. Com o dinheiro gasto, poderíamos estar melhor preparados para responder à temporada da fruta, mas, ainda assim, há jogadores para ter uma época de sucesso. Se estiver demasiado otimista, talvez seja o benfiquismo que não me permite desanimar tão cedo.

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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
Que tudo isto termine rapidamente...
por Filipe Boto Machado, Sex 31/Ago/12

Ontem foi o Saviola. Hoje já foram Javi García e Nolito. Desejo que o mercado feche rapidamente para não termos mais más notícias. Já agora, que surja alguma boa notícia: um lateral esquerdo e um médio defensivo com urgência por favor.

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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012
Do desperdício
por João Santana Lopes, Qui 23/Ago/12

Numa altura em que o plantel de futebol está prestes a sofrer novas modificações, surgem ainda (e sempre) novos nomes para eventuais contratações. Ao reparar nesta notícia, não posso deixar de ficar surpreendido por, mais uma vez, ouvir falar em nomes estrangeiros para reforçar este sector (ainda por cima estando a braços com situações deste género).

Será que já ninguém se lembra do Roderick ou do Nuno Reis? Porventura, serão a dupla de centrais mais promissora para os tempos vindouros da nossa selecção (sem exagero, quase a fazer lembrar a dupla Jorge Andrade e Ricardo Carvalho). E, no entanto, onde é que eles estão? Roderick acompanhou Nélson Oliveira na sua aventura galega, e Nuno Reis foi emprestado ao Olhanense pelo Sporting. 
Coragem, coragem, era o Sport Lisboa e Benfica começar a preparar o "ataque" a estes dois jovens e conseguir garanti-los para o seu plantel principal.
E assim dou o pontapé de saída para a nova temporada blogueira. Saudações futebolísticas e desportivas!

 


PS: Atenção ao Ivan Cavaleiro da Equipa B. Cheira-me que não vai ficar por cá durante muito tempo.



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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

Não consigo entender quem é o clube beneficiado com o facto da janela de transferências fechar apenas dia 31 de Agosto. Não consigo encontrar clubes que tenham interesse nesta situação. As competições internas já começaram. Em alguns países, no final de Agosto, já terão sido jogadas 3 ou 4 jornadas. Alguns clubes podem, no limite, mudar a totalidade do seu onze da 3ª para a 4ª jornada. As próprias competições europeias têm o seu início antes do fim do mês. Clubes, jogadores e adeptos, ninguém sai a ganhar com isto. Neste contexto de indefinição, como pode o treinador definir o plantel, planear a época devidamente e preparar a equipa para as primeiras jornadas do campeonato se nem sabe quantos dos seus atuais jogadores estarão no clube dia 1 de Setembro? Alguns jogadores estão com um pé dentro e outro fora do clube. Por este motivo, jogam os primeiros jogos oficiais com a cabeça noutro lado ou ficam na prateleira à espera que o período de transferências chegue ao seu fim. É lógico que os clubes se podem e devem preparar para determinadas transferências, mas a situação está longe de ser a ideal.

 

Tem sido regra nas últimas épocas, os grandes negócios terem lugar nos últimos dias da janela de transferências. É natural que assim seja. O deadline é um dos elementos-chave de qualquer negociação. A aproximação do dealine obriga as partes a convergirem para um acordo. Deste modo, quanto maior a distância a esse deadline, maior a margem para ambas as partes esgrimirem argumentos e adiarem o entendimento, na expetativa de melhor oportunidade de negócio. Manter a janela de transferências aberta até 31 de Agosto incentiva os clubes a concluírem os negócios nos últimos dias de Agosto e não antes das competições iniciarem. Por exemplo, o Benfica ainda venderá alguém, simplesmente está a fazer o seu jogo de paciência à espera da melhor oferta, enquanto os interessados estão a aguardar pelos últimos dias para jogarem com a necessidade do Benfica vender. No caso do Benfica, será vendido Witsel, Gaitán, Cardozo ou Javi García? Como este ano temos entrada direta na Champions, não teremos jogadores que, ao jogarem pelo Benfica na competição, fiquem impedidos se serem inscritos por outros clubes nas competições europeias, o que manterá o suspense até ao último dia do mercado.

 

Como em muitas outras coisas no futebol (tecnologia da linha de golo, vídeo-árbitro, etc), também neste caso parece-me fácil, pelo menos, minimizar o impacto das transferências nos clubes e nas verdade das competições. Porque não fechar esta janela de transferências no fim de Julho? Muitos dos negócios dar-se-iam nos últimos dias de Julho, ainda antes de se iniciarem os campeonatos, permitindo aos treinadores e jogadores cerca de 15 dias de preparação séria para a nova época. As grandes transferências teriam lugar de qualquer modo. No entanto, talvez existisse um menor número de transferências, pois existia menos tempo para o efeito. Provavelmente, é este o motivo que leva a UEFA a prolongar este período de transferência, sobrepondo-o com o início das competições, pois isso aumenta a quantidade de dinheiro a circular com benefício para aqueles que vivem das transferência de futebolistas. Entretanto, como nada podemos fazer para evitar esta situação, continuaremos com as nossas dúvidas quando formos à Luz no sábado: Witsel jogará frente ao Braga? Se jogar frente ao Braga, estará cá em Setembro? Algum jogador do Braga que no sábado jogará na Luz será do Benfica em Setembro? No ano passado, só à 4ª jornada pudemos saber com que plantel o Benfica ia contar. Este ano, por capricho do calendário, temos sorte, na 3ª jornada já temos essa certeza.

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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
O que fazia mesmo falta ao Benfica...
por Filipe Boto Machado, Ter 31/Jul/12

...era contratar mais um extremo. Contratado que está o Salvio, está na cara que nos faz falta mais outro. Já agora, a posição de avançado também ainda não tem alternativas suficientes, pelo que é aconselhável contratar mais um. Por fim, falta vender Witsel, pois temos muitos jogadores com características idênticas no plantel, e emprestar o Luisinho, pois está na cara que o Melgarejo está feito ao lugar e podemos sempre adaptar o Nolito ou o Ola John em situação de recurso. O plantel está quase no ponto!

 

Estou a tentar adaptar-me a estas "ideias JJ". Não está fácil, confesso mesmo que está a ser mais difícil do que julgava. Não sei bem porquê, mas, para mim, isto não faz lá muito sentido. No entanto, se o tipo é um catedrático do futebol e pensa desta forma, a solução é começar a tentar pensar como ele. Se não podes vencê-lo, junta-te a ele.

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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
Uma questão de lógica
por Filipe Boto Machado, Seg 23/Jul/12

Por uma questão de lógica, e até bom senso, um plantel deve ter duas opções para cada posição. Uma ou outra posição pode exigir três/quatro jogadores como é o caso do avançado para a equipa alterar o sistema de jogo. No entanto, não há nada neste Mundo que justifique um plantel ter três ou quatro jogadores para determinadas posições e ausência de alternativas noutras.

No primeiro ano de JJ, o Benfica começou a temporada com 2 jogadores por posição. Ainda antes da época começar, JJ correu com Patric e Yebda. Chegámos a Janeiro e JJ dispensou Shaffer e Urreta. O plantel começava a ficar desequilibrado. Desde então, nunca mais se equilibrou. Ora faltam extremos (há dois anos tínhamos apenas Salvio e Gaitan), ora faltam médios (no ano passado, quando faltava Witsel, o Benfica tinha a alternativa em Granada), ora faltam laterais direitos (desde há três anos que Maxi faz todos os jogos possíveis e quando não pode mesmo temos uma adaptação para desenrascar: Witsel, Rúben Amorim ou André Almeida). Porque motivo o Benfica contrata tanto jogador para a mesma posição e permanece com lacunas tão evidentes em certas posições?

Já escrevi em tempos que este ano temos um excesso de extremos incompreensível. A época começou e confirma-se. São tantos que JJ tenta adaptá-los e só dá asneira. Bruno César no centro passa a vida a ser antecipado e a atirar-se para o chão. Melgarejo e Djaló são demasiado maus defensivamente para darem em laterais da noite para o dia. Os avançados também são tantos que, com Nelson Oliveira e Rodrigo ausentes, Hugo Vieira mal calçou as chuteiras, Kardec pouco se mostrou (também é verdade que tem pouco para mostrar), Mora jogou apenas contra a Fundação Luís Figo e Michel nem deu à costa. No entanto, olhamos lá para trás e a coisa é completamente diferente. Garay e Luisão fazem os jogos todos, pois Jardel e Miguel Vítor nem lhes fazem sombra. Maxi joga 90 minutos em todos os jogos. Na esquerda, enquanto vai mostrando que Luisinho não pode ser mais do que uma segunda opção, JJ anda a tentar inventar um lateral esquerdo, tentando transformar um óptimo extremo, Melgarejo, num mau lateral (assim se queimam jogadores…). Entretanto, temos 4 laterais em casa à espera de um empréstimo: Shaffer, Emerson, Capdevila e Carole. Extremos a mais, avançados em excesso e mantêm-se as mesmas lacunas da temporada passada. Na esquerda falta-nos um lateral esquerdo titular e na direita alguém que permita que Maxi Pereira seja humano. Para a esquerda JJ admite que o Benfica está no mercado, mas para a direita ele diz que vai tentar encontrar solução no plantel. As questões que coloco são as seguintes:

 

- Durante uma época inteira, todos sabiam que Coentrão ia ser transferido. Porque não preparámos a sua substituição atempadamente e tivemos que contratar um tipo que não pode porque não tem pernas (Capdevila) e outro que não sabe fazer melhor porque não nasceu com aptidão para a prática do futebol (Emerson)?

- Durante a temporada passada, todos viram qual a lacuna da equipa: lateral esquerdo. Capdevila e Emerson não serviam. Os dois juntos não faziam um bom lateral esquerdo. Não resolveram o problema em Janeiro, já vamos no final de Julho e continuamos sem solução. Porque não prepararam esta contratação atempadamente?

- Há três anos que o Maxi anda a jogar em regime “sessões contínuas” na direita da nossa defesa. Até chegou a ter que sair do avião directamente para dentro das quatro linhas porque não existe alternativa e o Benfica não arranja o raio de um lateral direito para o substituir?

- Porquê tantos jogadores para o ataque e para jogarem nas alas? O catedrático vai arranjar uma nova táctica que vai surpreender o Mundo do futebol ou extremos e avançados vão ser adaptados a tudo quanto é posição?

 

Espero que tudo corra bem e que JJ tenha razão. Espero que, apesar de todas as lacunas evidentes, o Benfica tenha uma época de muito sucesso. No entanto, é difícil fechar os olhos a tanto disparate.

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Sábado, 7 de Julho de 2012
Eu gostava de vê-lo de volta
por Filipe Boto Machado, Sab 07/Jul/12

Simão Sabrosa rescindiu com o Besiktas. É, neste momento, um jogador livre. Na minha opinião, mesmo com 32 anos, vinha muito a tempo de fazer uma ou duas épocas no Glorioso. Gostava que Simão voltasse a vestir o "manto sagrado". Confesso que, desde a sua saída do Atlético Madrid, não acompanhei a sua carreira. Não sei como está fisicamente, nomeadamente como está o joelho em tempos operado quando vestia a camisola do Benfica. No entanto, assumindo que ainda se encontra bem fisicamente, aqui está uma óptima contratação para jogar nas alas ou atrás do avançado. Talento não lhe falta e eu não sou daqueles que acha que um jogador de 32 anos está acabado para o futebol. Aliás, muita falta nos tem feito, em certos momentos, jogadores experientes. É verdade que estamos bem servidos para as alas (pelo menos em quantidade) e Simão nunca será apenas um substituto de Aimar, no entanto, julgo que se Simão estiver bem fisicamente tem de ter lugar no plantel do Benfica. É português, conhece a mística encarnada, é um antigo capitão e um jogador de um talento inquestionável. Por tudo isto, na minha opinião, este é o momento. Simão, está na hora de voltares ao Benfica.

 

PS: Apesar do meu desejo, tenho noção que dificilmente se concretizará. Na famosa entrevista ao jornal Record, JJ disse que Simão não cabe no plantel do Benfica porque "estamos bem servidos para essa posição... mas ainda pode vir o Salvio".

gloriosamente escrito por Filipe Boto Machado
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012
Uma overdose de extremos
por Filipe Boto Machado, Seg 04/Jun/12

É nestas alturas que eu começo a ficar um bocado confuso com o que o Benfica anda a fazer. Há dois anos, tínhamos no plantel apenas dois extremos: Salvio e Gaitan. No ano passado, começámos a temporada com 4 alas/extremos: Nolito, Gaitan, Bruno César e Enzo Pérez. A meio da época emprestámos o Enzo e contratámos o Djaló. Neste momento, para a próxima época, temos alas/extremos para a troca: Ola John, Bruno César, Gaitan, Nolito, Djaló, Melgarejo, Urreta, Enzo Pérez e Hugo Vieira. Provavelmente sairá Gaitan. Provavelmente entrará Salvio (dada a insistência com que tal é falado cá e do outro lado da fronteira, pelo menos, o Benfica estará a tentar recuperar o argentino). Não está aqui em causa a qualidade dos jogadores que mencionei. Todos, ou quase todos, serão bons jogadores. No entanto, para que queremos 8/9 extremos com contrato com o Benfica quando apenas jogam, no máximo, dois de cada vez? Qual o critério destas contratações? Vamos emprestar 4/5 deles? O catedrático vai inventar uma táctica capaz de utilizar esta quantidade anormal de extremos? No futebol tudo muda rapidamente. Em dois anos, o Benfica passou da falta de extremos a uma overdose de opções para as alas. Muito jeito teriam dado ao Benfica de há dois anos os extremos que vamos emprestar no próximo ano.

gloriosamente escrito por Filipe Boto Machado
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
Os jornais já andam loucos
por Nuno Gouveia, Qui 19/Abr/12

 

Aproxima-se o final da época e os jornais desportivos da nossa praça dedicam-se a um dos seus hobbies favoritos: as contratações do Benfica. Todos os dias vão sendo lançados nomes para as primeiras páginas, sendo constantemente desmentidos no dia seguinte. Este ano não será diferente, pelo que se aguarda que os Benfiquistas respondam a este espectáculo degradante como ele merece: com desprezo e indiferença. 

 

Outra coisa bem diferente é a política de contratações do Benfica, que não tem estado isenta de erros. Nos últimos anos temos comprado muito (melhor do que anteriormente, é verdade), mas com muito desperdício. Ano passado comprámos jogadores de inegável qualidade: Bruno César, Nolito, Rodrigo, Nélson Oliveira (estes regressaram a casa), Matic, Garay, Artur e Witsel, mas desperdiçámos muitos recursos com jogadores que ou não renderam ou foram imediatamente emprestados sem que nunca venham a dar nada ao Benfica. É normal haver contratações falhadas (todos têm), mas não pode ser considerado habitual tantos erros de casting, nomeadamente aqueles que nunca chegam a envergar a camisola do Benfica. A grande excepção no leque de emprestados deverá ser Melgarejo, que acredito que irá ser um jogador de elite. Espero enganar-me, claro, e que tenhamos contratado mais grandes jogadores neste leque de emprestados.

 

Neste momento temos dezenas de jogadores cedidos a outros clubes. Com uma rápida pesquisa encontro estes:  Jan Oblak, Julio César, Rafael Copetti, Roderick, Carole, Fábio Faria, Wass, Shaffer, Sidnei, Airton, Carlos Martins, Élvis, Felipe Bastos, Felipe Menezes, Luis Fernandez, Ruben Amorim, Leo Kanu, Enzo Perez, Yartey, Nuno Coelho, Urreta, Éder Luís, Franco Jara, Rodrigo Mora, David Simão, Alan Kardec, Derliz Gonzales, Melgarejo. Haverá mais, certamente. Destes 28 jogadores, acredito que apenas têm hipóteses de regressar três ou quatro: Melgarejo, Carlos Martins, talvez Roderick e Ruben Amorim, este se Jesus sair do Benfica. Os restantes continuarão a rodar até acabar o contrato, ou, no caso de alguns jovens valores, como o Oblak e o David Simão, um dia ingressem no clube. Nesta lista temos bons jogadores, alguns caros, que por um ou outro motivo não tiveram sorte no Benfica. Estou a recordar-me do Jara, Éder Luís, Sidnei ou do Kardec, por exemplo. Nestes casos seria importante recuperar algum do investimento financeiro feito com eles.

 

Para a próxima época interessa olhar para os erros cometidos e corrigir os aspectos negativos. Deste modo, parece-me que apenas se deve contratar jogadores seguindo dois critérios: ou para entrar imediatamente na equipa ou jovens de inegável valor para rodar no campeonato português. Comprar um jogador e emprestá-lo a um clube de segunda linha francês (casos de Carole e Wass) é assumir desde logo o fracasso. Isto para não falar daqueles que estão a jogar no Brasil e Argentina, que nunca mais regressarão. Olhando para o nosso plantel, acredito que teremos de apostar nas duas laterais defensivas, especialmente à esquerda, e comprar um número 10 para compensar as ausências de Aimar. De resto, apenas deverão ser adquiridos jogadores para substituir as possíveis vendas, já que, apesar de estarmos nesta difícil situação no campeonato, o plantel tem muita qualidade, sendo provavelmente o melhor grupo de jogadores desde o Benfica de 1994. 

gloriosamente escrito por Nuno Gouveia
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