Domingo, 2 de Fevereiro de 2014
A vã glória da casmurrice
por Tiago Mota Saraiva, Dom 02/Fev/14

Ontem, mais uma vez, Jorge Jesus demonstrou que não sabe ganhar. O excesso de confiança tolda-lhe a racionalidade.
Depois do excelente jogo da semana passada, o Benfica apresentou-se em Barcelos sem nenhum dos titulares nesse jogo. Mais uma vez fiel à casmurrice, manteve Maxi e Siqueira (em vez de Sílvio e André Almeida ou Cancelo) não abrindo a porta da titularidade a Amorim ou André Gomes.
A primeira parte foi triste, mas ainda assim, sentia-se que os jogadores tinham confiança que mais cedo ou mais tarde iriam marcar.
No segundo período, quando Cardozo se preparava para entrar, veio a expulsão de Siqueira seguida do golo de Lima. Jesus travou a substituição e chamou Ruben Amorim. As câmaras da TV filmaram a conversa, mas Ruben não entrou para segurar o jogo. Jesus titubeava no banco, até que o Gil Vicente empatou.
Quase vinte minutos depois da expulsão de Siqueira, Jesus lá fez entrar Cardozo. Resta saber se a ordem para ser um ponta de lança fora de forma e recém entrado na partida a marcar o penalti a poucos minutos do fim do jogo veio do banco ou foi auto-proposto.

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Domingo, 18 de Agosto de 2013
É assim há quatro anos...
por Filipe Boto Machado, Dom 18/Ago/13

O Benfica sofre golo, jogo sim jogo sim. É assim há quatro anos. O Benfica defende mal o segundo poste nas bolas paradas. Que o digam Samaras, Ivanovic e muitos outros. É assim há quatro anos. O Benfica não sabe sair a jogar quando é pressionado. O Porto explorou este facto inúmeras vezes. O Benfica ganha 10/15 cantos por jogo, mas bate-os à maneira curta, preferindo colocar a bola na área através de lançamentos laterais. É assim há quatro anos. O Benfica não sabe controlar um jogo, apenas sabe atacar loucamente ou defender desesperadamente. É assim há quatro anos. Quando se encontra em desvantagem o catedrático joga em 3-1-6, sem ordem ou lógica. É assim há quatro anos. O Benfica não ganha na primeira jornada. É assim há quatro anos. Pizzi é emprestado, Ola John e Sulejmani ficam no banco, Urreta corre à volta do centro de estágio e Enzo volta a jogar na ala um ano depois da sua última aparição nesse lugar. Invenções do catedrático. É assim há quatro anos. O Benfica faz apostas incompreensíveis. Roberto por 8,5M€, Emerson em vez de Capdevilla, César Peixoto até à exaustão, ataca uma época com uma adaptação, Melgarejo, a lateral esquerdo, Roderick como opção do Benfica que não servia para o Deportivo, Cortez como defesa esquerdo, etc. É assim há quatro anos.

O Benfica perdeu justamente hoje. Quem joga como o Benfica jogou não merece melhor. Quem desperdiça cantos atrás de cantos, inventa posições para os jogadores e joga com Cortez a lateral esquerdo habilita-se a perder jogos. De resto, também não jogámos nada. No ano passado inventou com Melgarejo e perdeu dois pontos na primeira jornada fente ao Braga. Este ano decidiu inventar com Cortez e lá se foi um ponto. Estou farto de ver este tipo estragar tudo. Que mal fez o Benfica para ter de pagar 4M€/ano a um treinador destes durante 4 anos, já vai no 5º ano e podem ser 6? LVF já fez muitas coisas boas e fez algumas más. A pior de todas foi a renovação deste tipo no final da última época...

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Domingo, 26 de Maio de 2013
Quando é que isto terá fim?
por Filipe Boto Machado, Dom 26/Mai/13

Depois de mais uma derrota, mais um título perdido, mais uma final em que fomos derrotados, mais um jogo decisivo mal abordado, mais uma desilusão, mais uma humilhação.. acho que a única resposta que LFV deve dar é renovar, não por dois, três ou quatro anos, mas sim por cinco ou seis anos. Depois de um campeonato perdido, quando tinha quatro pontos de avanço e três jornadas por disputar, e derrotado numa final da Liga Europa, LFV disse que a dúvida era se a renovação era por dois ou quatro anos. Perante mais esta humilhação a dúvida só pode ser entre cinco ou seis anos, certo?

Agora mais a sério, quando é que este pesadelo tem fim? Como se pode ponderar renovar com este sujeito que, pago a peso de ouro, com um plantel fantástico, soluções abundantes e apoio ímpar junto da massa adepta, é capaz de perder e humilhar-nos todos os anos? Quando se fecha este ciclo? Quando vão perceber que não existem mais condições? Não é por ele dizer que é bom que de facto o é. No primeiro ano ganhou o campeonato na última jornada ao Braga. Na segunda época humilhou-nos ao levar 5-0 no Ladrão, perdeu uma meia-final da Taça em casa quando tinha vantagem de dois golos, deu um título aos andrades na Luz e foi despachado pelo Braga na Liga Europa. No terceiro ano perdeu cinco pontos de avanço em três jornadas consecutivas. Na  quarta temporada fez um pleno de humilhações: perdeu um campeonato com quatro ponto de avanço, tendo entregado o título aos andrades no Dragão aos 92 minutos; perdeu a final da Liga Europa novamente aos 92 minutos; perdeu a final da Taça de Portugal com os putos do Guimarães quando tinha chegado à vantagem sem nada jogar para isso. Ainda não chega? Em quatro anos, oito jogos com os andrades para o campeonato, uma vitória (no primeiro destes jogos), dois empates e cinco derrotas! Quantos treinadores se mantiveram ao leme do Benfica depois de três campeonatos perdidos de forma consecutiva desde que a competição existe em Portugal? Nenhum!

Uma palavra de apoio para Cardozo. Suspeito que lhe esperam dias de intensas críticas. Afinal de contas, Cardozo ousou questionar o catedrático das derrotas. Para mim, ele representou aqueles que têm sido obrigados a assistir a este triste espectáculo, chamando à razão o único elo comum de todas as derrotas e humilhações do Benfica nos últimos anos. De resto já não foi o primeiro. No final da Liga Europa, exaltado com JJ, Enzo apontava para a zona do segundo poste onde surgiu o golo do Chelsea. Sinais que não deveriam ser ignorados.

Quanto ao jogo de hoje, muito simples: ganhou o melhor treinador e a equipa que mais quis vencer a Taça. E como diz o catedrático, "não há muito mais a dizer"...


PS: Quando cheguei a casa e vi as imagens de um miúdo, equipado à Benfica, a chorar "desalmadamente" no Jamor questionei a mim próprio o seguinte: quantos miúdos teremos perdido como adeptos nesta temporada? Isso vale quantos milhões em transferências?

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
Quatro anos de JJ: a minha opinião
por Filipe Boto Machado, Seg 20/Mai/13

Quem leu os meus posts neste blog sabe que nunca fui um fervoroso defensor de JJ. Respeito quem seja. Respeito aqueles que se empolgam com o futebol ofensivo (e, diria eu, muitas vezes, irresponsável) do Benfica. Respeito aqueles que, com medo do regresso de um passado não muito distante, preferem a continuação de JJ do que uma mudança. Respeito outras opiniões, no entanto, analiso as coisas de forma distinta.

Em primeiro lugar, devo começar por referir que também eu me entusiasmei neste final de época. Resisti fortemente durante a época. Estava escaldado das últimas temporadas. No entanto, era impossível resistir a ficar entusiasmado. Há duas semanas, o Benfica tinha 4 pontos de avanço no campeonato, no qual restavam dois jogos em casa e uma visita ao Ladrão, e estava nas finais da Liga Europa e da Taça de Portugal. Acima de tudo, não me passava pela cabeça perder o campeonato. Estava nas nossas mãos. No entanto, pelo segundo ano consecutivo o Benfica deixou fugir vários pontos de avanço em jogos consecutivos e entregou o título ao Porto de Vítor Pereira, um dos piores que me lembro. Concedo que também eu gosto de ver um Benfica ofensivo e muitas vezes empolgante. Devo dizer também que julgo que JJ tem evoluído como treinador e é hoje mais competente do que era quando foi campeão (por exemplo, já sabe que deve jogar com 3 médios fora de casa em jogos grandes e entendeu que não pode jogar em 3-1-6 quando precisa de ganhar o jogo). Estive em quase todos os jogos na Luz, fui a Amesterdão e dia 26 irei ao Jamor. Apoio incondicionalmente a equipa e nunca a assobio, independentemente de discordar variadíssimas vezes de JJ. Sou do Benfica independentemente de quem o comanda.

No entanto, para mim, o que tivemos nestes quatro anos não chega. 1 título em 4 anos não chega. Para aqueles que comparam os resultados de JJ com os resultados de treinadores anteriores respondo que devemos também comparar orçamentos, condições de trabalho e acima de tudo os recursos que cada um teve à sua disposição. É impossível comparar Salvio e Balboa, Matic e Yebda, Sidnei e Garay, Enzo e Nuno Assis, Gaitán e Amorim, Witsel e Bynia, Di Maria e Reyes, entre muitos outros. Arrisco dizer que nenhum titular dos anos que antecederam a vinda de JJ seria titular de caras nestes últimos 4 anos e muito poucos teriam lugar no banco. Para mim, o que mais importa é analisar o trabalho e os resultados de JJ. Os resultados são fracos: em quatro anos, apenas um título no campeonato e três Taças da Liga (vamos lá ver se podemos juntar uma Taça de Portugal). Mais ainda do que isso, para mim, o Porto não ganhou os últimos dois campeonatos. Nós é que os perdemos. Quando se ganha vantagem de 4 e 5 pontos em dois anos consecutivos, a culpa não pode ser apenas imputada ao árbitro, ao Kelvin, ao Maicon, ao Roderick, ao Roberto, à falta de sorte ou ao raio do azar. Quanto à final europeia, excelente, mas não façamos disso um feito épico. O Braga esteve lá há dois anos e os lagartos estiveram à porta no ano passado. Não vamos comparar orçamentos e qualidade de jogadores, certo? Não devemos esquecer também que a final da Liga Europa se deve, em parte, a uma incompreensível eliminação da Champions em favor do Celtic.

Que erros têm sido cometidos? Na minha opinião, o estilo de jogo do Benfica permite-nos ganhar 95% dos jogos do campeonato português tranquilamente. Um grande em Portugal tem que atacar muito e criar ocasiões de golo, pois esse volume de jogo ofensivo garante vitórias contra equipas mais fracas. No entanto, nos jogos mais complicados, o Benfica sente muitas dificuldades. Além de dificuldades em ganhar o meio campo, somos vítimas de ansiedade pelo golo e tremenda incapacidade para controlar o jogo. A nota artística, como JJ diz, é importante, mas sem vitórias perde todo o interesse. Há momentos do jogo em que o Benfica precisa de jogar com o resultado, mas falha tacticamente no posicionamento dos jogadores e na abordagem ao jogo. Vejam-se as últimas duas derrotas. Contra o Porto, a 2 minutos do fim, o Benfica tem apenas quatro jogadores no seu meio campo: Maxi, Roderick e os dois centrais. Contra o Chelsea, sofremos um contra ataque em período de descontos que deu lugar a um canto que acabou em golo, quando qualquer equipa madura estaria na expectativa pelo prolongamento para arriscar mais. Sim, tivemos falta de sorte, mas também fomos muito ingénuos, certo? Que raio, se ganhássemos ele era um génio da táctica, como perdemos foi azar? Além da falta de controlo do jogo, a ansiedade do Benfica reflecte-se em termos físicos. É tremendamente difícil uma equipa aguentar a alta rotação que o Benfica impõe no jogo ao longo de 50 e tal jogos. Depois existem outros erros que continuam a ser cometidos repetidamente. A defesa à zona nas bolas paradas é permissiva no 2º poste e cometem-se erros de casting por teimosia, como Roderick, Emerson ou Roberto, que se pagam bem caros.

Finalmente, além dos resultados, há a postura arrogante e prepotente de um treinador que passa a vida a falar dele próprio, desvaloriza a história do Benfica e chama a si todos os louros do pouco que conquistou. Para mim, benfiquista, menosprezarem a grandeza e história do meu clube faz-me imensa confusão. Tal como aconteceu com Camacho, essas declarações de JJ deixam-me furioso. A vontade indirectamente manifestada de abandonar o clube no final da Liga Europa deixou-me ainda mais desiludido.

O futebol é feito de resultados. Quem ganha 4 milhões/ano e se diz um dos melhores do Mundo, tem um óptimo plantel à disposição e tremenda empatia com os adeptos tem de apresentar resultados e ganhar títulos. Feito o balanço de 4 anos e analisando as condições que teve ao seu dispor não julgo que os resultados tenham sido fantásticos. Dar-lhe uma nova oportunidade sem sequer ponderar sobre o tema, como se fosse ele ou a catástrofe, para mim, é no mínimo estranho. Acima de tudo, não entendo este estado de euforia por "quase termos ganho" alguma coisa. Diz JJ que "perdemos o campeonato em casa com o Estoril". Diz ele que "nos últimos anos nos aproximámos do rival". É isso que queremos? Assumir como destino irremediável uma derrota no Ladrão e ficarmos satisfeitos por nos aproximarmos do rival? Porque motivo o Benfica, tendo o mesmo treinador há 4 anos (o tal rival teve 3 treinadores no mesmo período), uma base sólida de jogadores e investimentos mais elevados que os andrades deve contentar-se com menos do que vencer internamente?
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Factos agradáveis também são notícia
por João Santana Lopes, Sex 18/Jan/13

Não podia deixar passar mais tempo sem escrever aqui. O futebol do Glorioso não é o mesmo de há uns meses e, mesmo, de há uns anos. Quer queiramos quer não, Jorge Jesus acertou o passo e, atrevo-me a dizer, lançou o SL Benfica para uma senda, não direi de títulos, mas de estabilidade competitiva.

O SL Benfica é hoje um clube de futebol em que os seus sócios e adeptos acreditam, e para isso muito contribui a prestação desportiva da sua equipa principal. Há muito tempo que não via a minha equipa com uma segunda opção para cada posição e a jogar de forma estável e regular (o que pressupõe ganhar e estar na liderança em diversas competições). Não sei a quem atribuir o mérito principal, por isso distribuo-o por toda a equipa directiva e pelos atletas. Este meu Benfica tem vindo a ganhar estofo europeu e, a continuar assim, "arriscamo-nos" a dar por garantida a presença na Champions todos os anos.

Não quero que se olhe para isto com condescendência. Todos conhecemos o nosso passado. Todos sabemos que houve erros cometidos pelas direcções anteriores e também pela actual direcção, bem como pelas equipas desportivas. No entanto, deparamo-nos hoje (mesmo não ganhando ao FC Porto e ao FC Barcelona) com uma maturidade que quase sempre vimos e vemos nas grandes equipas inglesas e espanholas, e a qual sempre ambicionámos ter.

Por isso, há que dar relevância ao facto de estarmos bem, mesmo com perdas destas: de termos grandes goleadores (até o Kardec marca), de termos uma grande defesa em construção (de salientar o regresso do Roderick), e de termos uma revelação/confirmação, como é a do "patrão" Matic.

Não nos deslumbremos e não façamos de contas que não há desgastes, mas também não deixemos de aplaudir e de apoiar a nossa equipa! Principalmente agora!

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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012
"Não me iludo. Para aqui ainda vai dando..."
por Filipe Boto Machado, Seg 29/Out/12

Foi com estas palavras que JJ falou de Luisinho, depois do lateral esquerdo ter feito uma boa exibição na estreia no campeonato pelo Benfica. Luisinho até pode não ser grande jogador e não ter qualidade para jogar ao mais alto nível na Champions, como aparentemente é opinião de JJ, mas haverá necessidade do seu treinador tornar pública esta opinião? É jogador do Benfica, chegou este ano, foi escolhido por Jorge Jesus, fez o primeiro jogo como titular no campeonato, não comprometeu e até marcou um golo. Porque motivo diminuir aquilo que o jogador tinha acabado de conseguir de positivo? Porque deitar fora o que se havia conquistado em 90 minutos com este jogador? Não chega para a Champions? De acordo. Jorge Jesus também não. Aí estamos de acordo, estou como JJ, eu também não me iludo...

No entanto, não ficaram por aqui as tiradas magníficas de Jorge Jesus no sábado. Na conferência de imprensa, referiu que "seja português ou chinês, se um jogador se destacar em Portugal, marcha". Alguém diga a este homem que tem que ter cuidado com o que diz. Maxi, Luisão e Cardozo já cá estão há uns, não saíram e, provavelmente, nunca vão sair para um endinheirado clube europeu. Podem estes jogadores concluir, por aquilo que JJ disse, que não são bons ou nunca se destacaram? Mesmo sendo verdade que nunca foram suficientemente bons para sair do Benfica, haverá necessidade de ferir o orgulho destes jogadores desta forma? São activos do Benfica, do melhor que temos e precisamos deles.

Devia ser proibido o Benfica ganhar por mais do que 2-0. O homem quando se apanha com um resultado favorável de três/quatro golos perde logo a cabeça. Fujam da frente que aí vem ele todo inchado. No final de um jogo que ganhou bem, JJ começou a perder os seguintes. Não havia necessidade...

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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
Sempre que o nível sobe o Benfica tropeça
por Filipe Boto Machado, Qua 24/Out/12

Foi assim ontem. Já tinha sido assim com o Braga para o campeonato, o Barcelona e o Celtic para a Champions. Vê-se bem que assim não vamos lá. Quando o nível sobe, não basta atacar bem e em quantidade. É preciso mais que isso. As fragilidades são evidentes. Jardel? Matic como número 6? Enzo como número 8? Parece que estamos assim porque não tínhamos condições para estar de outro modo, mas gastámos mais de 25M€ neste defeso e só contratámos avançados e extremos (Salvio, Ola John e Lima). Venham agora os defensores do catedrático dizer que o pessoal se precipitou em referir que tínhamos extremos a mais, meio-campo a menos e nenhum lateral esquerdo. O Benfica pratica neste momento o futebol que praticava há dois anos. No mínimo cinco jogadores atacam e no máximo cinco jogadores defendem. Não há meio-campo para pressionar, recuperar a bola e construir jogo de forma pensada. Não há jogadores para isso e parece que o treinador está confortável com o modelo de jogo. Na Champions, como se esperava, as coisas não estão a correr bem porque ninguém joga assim nesta competição, pelo menos fora de casa. Ainda podemos passar? Sim, precisamos ganhar os dois jogos em casa e esperar que o Barcelona vença em Glasgow e Moscovo, mas isso não apaga o desempenho sofrível no jogo de ontem nem nos anteriores.

Paga o Benfica a JJ um dos 20 maiores salários pagos no Mundo a um treinador de futebol e ele tem o desplante de ir jogar uma partida decisiva fora sem meio-campo. Não pressionamos e só construímos pelas alas. Parece o tipo do café a treinar o Benfica: "vamos todos para a frente que isto há-de correr bem porque quero é ver o Benfica a golear". Já tinha visto isto há dois anos com o Lyon e Schalke. Na época passada mudou um pouco a aborgagem, mas aparentemente foi apenas temporário. Voltámos a este modelo de jogo estranho. Apenas metade da equipa defende, perdemos o meio-campo sempre que o adversário colocar três jogadores no meio e pressiona o Benfica na saída de bola. No entanto, ele acredita que tudo há-de correr bem.

A defesa titular de ontem custou 12M€ (Maxi 4M€, Garay 6M€, Jardel 1M€ e Melgarejo 1M€), o meio campo requereu um investimento de 30M€ (Salvio 13M€, Enzo 5,5M€, Matic 5M€ e Bruno César 6M€) e o ataque custou outros 10M€ (Rodrigo 6M€ e Lima 4M€). Do banco vieram mais 28M€ (Gaitan 8,4M€, Cardozo 11M€ e Ola John 9M€). 80M€ não chega para fazer uma equipa que faça melhor figura na Liga dos Campeões? 80M€ não chegam para ter um onze equilibrado em campo? Muitos outros treinadores que estiveram no Benfica no passado gostariam de ter tido semelhante investimento na equipa de futebol, mas tinham que se contentar com muito menos. Dá-se nozes a quem não tem dentes...

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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
Jorge Jesus no seu melhor
por Filipe Boto Machado, Sex 28/Set/12

No final do jogo, Jorge Jesus, questionado se Lima ganhou a titularidade, respondeu que "Lima não ganhou a titularidade porque, com o plantel que o Benfica tem, ninguém é titular". Imediatamente pensei que metade dos jogadores de campo do Benfica se devem sentir titularíssimos. Os quatro defesas e Matic só se podem sentir titulares porque não existem alternativas. Quem pode jogar no lugar de Matic? Enzo Pérez? E no lugar de Maxi Pereira? André Almeida? E quanto ao adaptado Melgarejo? Alguém acredita que Luisinho conta para Jorge Jesus? E a dupla Luisão-Garay? Alguém consegue sequer ponderar que Miguel Vítor ou Jardel constituem uma ameaça a esta titularidade?

Do meio campo para a frente podemos fazer duas equipas e ainda nos sobram jogadores. No entanto, lá atrás é confrangedor ver quão limitadas são as opções do Benfica este ano. Oxalá os castigos e lesões fiquem bem longe dos nossos cinco titularíssimos.

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Sábado, 1 de Setembro de 2012
Fechou o mercado de transferências
por Filipe Boto Machado, Sab 01/Set/12

Finalmente, o mercado de transferências fechou. Tal como era de esperar, em Portugal e no resto da Europa, foram nos últimos dias que se verificaram mais movimentações. Para o Benfica, os últimos dias foram muito agitados, com muitas más e poucas boas notícias:

- Comecemos pelas boas notícias. Conseguimos convencer alguém a contratar Emerson e ainda recebemos uns trocos com isso. Despachámos o Yannick, apenas por empréstimo, mas, pelo menos, não fica cá a ganhar o dele ao fim do mês sem sequer ser convocado. Não vendemos Witsel, Cardozo e Garay.

- Agora as más. Não conseguimos garantir a permanência de Javi García e não contratámos ninguém para o substituir. A aposta em Matic é arriscada. Não sei até que ponto Witsel não vai ser a solução para a posição 6, o que será um verdadeiro desperdício. Perdemos um fantástico jogador como Saviola e fomos contratar Lima por uma “pipa de massa”. Na minha opinião, por 4,5M€ + um jogador acabadinho de chegar (e não veio de borla), arranjava-se melhor. É bom jogador, mas parece-me demasiado dinheiro por um suplente do Cardozo que nunca dará retorno financeiro ao clube (já tem 29 anos, menos um ano do que a idade onde em Portugal um jogador está velho). Esperemos que o retorno desportivo compense o investimento. Não contratámos um raio de um lateral esquerdo e a alternativa ao Maxi é um miúdo de 18 anos que, pelo que já vi dele, embora revele potencial, também apresenta uma enorme falta de maturidade nas suas atitudes.

 

Foi mais um defeso agitado para os nossos lados. No dia 4 de Junho falei de uma overdose de extremos, numa primeira abordagem à forma como estava a ser construído o plantel do Benfica. No dia 23 de Julho voltei a falar sobre esta temática, referindo o quão desequilibrado estava o plantel. Não gostava de ter tido razão, mas era difícil não prever este desenlace.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Benfica investiu significativamente, LVF terá feito mais um esforço financeiro enorme para responder aos pedidos de JJ, que mais uma vez constrói um plantel com muita qualidade, mas muito desequilibrado. Conseguimos ter o melhor jogador do campeonato em várias posições, do meio campo para a frente temos alternativas muito boas aos titulares, no entanto, nas cinco posições mais defensivas do 11 (excluindo desta análise o guarda-redes), i.e. defesas centrais, laterais e médio defensivo, temos 8 jogadores. É verdade, para enfrentar uma época exigente, o Benfica dispõe de 8 jogadores para 5 posições. Maxi é o único lateral direito. Na esquerda temos o projeto de lateral Melgarejo e um outro que não conta, Luisinho. No meio, aos indiscutíveis Luisão e Garay, somam-se Jardel e Miguel Vitor, muitos níveis abaixo da dupla titular. Para médio-defensivo sobra-nos apenas Matic. Do meio campo para a frente, viva a abundância. Temos, neste momento, 7 jogadores para jogarem nas alas (Salvio, Enzo, Nolito, Gaitán, Ola John, Bruno César e Melgarejo) e 4 avançados (Cardozo, Rodrigo, Lima e Kardec). No máximo para 4 lugares (quando jogarmos com 3 no meio-campo, serão apenas 3 lugares), o Benfica conta com 11 opções! Os números não mentem. Temos um plantel com 25 jogadores, 3 deles são guarda-redes, o que significa que 11 jogadores, metade do nosso plantel de jogadores de campo, são opções para 3/4 lugares do onze.

Disse nos posts já referidos que iríamos comprovar como muitos destes jogadores iriam ser emprestados, alguns deles pela Xª vez consecutiva, e o plantel acabaria muito desequilibrado. Fechou o mercado e isso pode-se comprovar. Contratamos para emprestar. Hugo Vieira, Yannick, Jara e Mora foram emprestados. Contratados nos últimos três anos, todos eles têm em comum o seguinte: foram contratados, jogaram pouco e foram de imediato emprestados, alguns de forma sucessiva. Nesta lista falta ainda Urreta, que desapareceu de cena, e o intrigante caso de Michel, contratado há dois meses para enviar para Braga, sem ter feito pouco mais do que 45 minutos num amigável contra a Juventus.

Apesar do desequilíbrio do plantel, acredito que é possível fazer uma boa época. Se tivermos sorte com as lesões na defesa, o catedrático não inventar em demasia e não treinar a equipa para atingir um pico de forma em Janeiro e rebentar em Março, acredito que podemos voltar a ser campeões. JJ pode fazer muito disparate, mas, ainda assim, continuamos a ter muitos bons jogadores no Benfica, capazes de fazer a equipa resistir a este kamikaze de cabelo branco. De resto, se nós temos o JJ, o Porto tem o Vitinho. Por aí, a coisa está relativamente equilibrada. Com o dinheiro gasto, poderíamos estar melhor preparados para responder à temporada da fruta, mas, ainda assim, há jogadores para ter uma época de sucesso. Se estiver demasiado otimista, talvez seja o benfiquismo que não me permite desanimar tão cedo.

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Domingo, 19 de Agosto de 2012
Benfica 2-2 Braga
por Filipe Boto Machado, Dom 19/Ago/12

O Sérgio Lavos e o Nuno Gouveia já disseram quase tudo. Dois ou três pontos que gostaria de referir e que reforçam parte do eles já disseram:

 

- Jorge Jesus é o grande culpado deste mau início de campeonato. Durante toda a pré-época, o Benfica jogou em 4-2-3-1. No primeiro jogo do campeonato, o mestre da táctica decide jogar em 4-4-2. Hoje, regressámos ao passado (mais precisamente há 2 anos atrás, antes da chegada de Witsel e mudança do sistema de jogo) e voltámos a sair a jogar daquela forma ridícula que não deixou saudades e que é mais ou menos isto: Javi García recua e coloca-se entre os centrais, formando uma linha de três, Witsel obviamente é forçado a recuar, os laterais sobem, os extremos colocam-se na linha dos avançados, formando uma linha de quatro; entre o trio Javi García-Luisão-Garay e Cardozo-Rodrigo, na zona central do campo, existem 30/40 metros ocupados apenas por Witsel; quando pressionados, os defesas jogam para o lateral ou dão um chutão para a frente, entregando a bola ao adversário; se a bola for entregue ao lateral, este tenta jogar no extremo e em tabelas procuram chegar até à linha; o meio campo é, deste modo, entregue ao adversário. O nosso catedrático viu isto impávido e sereno com Carlos Martins e Aimar ao seu lado. O Benfica só criou perigo aos repelões, não teve posse de bola e precisou sempre que alguma individualidade levasse a bola para a frente e fizesse sozinho o que em conjunto, por existir demasiado espaço entre sectores, a equipa não foi capaz de fazer. Que grande equipa no futebol europeu joga com apenas dois jogadores no centro do meio-campo, sendo um deles Javi García, um jogador que joga como puro trinco à frente dos centrais? Que equipa quer vencer um jogo, entregando o meio-campo ao adversário?

 

- Enzo Pérez e Carlos Martins, os jogadores em maior destaque pela positiva na pré-época, ficaram no banco. Carlos Martins nem chegou a entrar. Salvio e Rodrigo, que nunca jogaram um minuto na pré-época, foram titulares (e diga-se em abono da verdade, individualmente, nem jogaram mal). Bruno César fez a pré-época como 10 e sempre jogando mal, mas hoje foi aposta para a esquerda, passando ao lado do jogo. No banco não tínhamos um único ponta-de-lança, pois os únicos dois convocados foram titulares, mas tínhamos três extremos e dois "10". Em suma, JJ passou uma mensagem negativa a Carlos Martins e Enzo Pérez, escolheu mal o 11, escolheu mal o banco e fez mal as substituições. Pior era difícil!

 

- Melgarejo foi a aposta para lateral esquerdo e fez o óbvio: cometeu erros. Durante toda a pré-época foi raro o jogo em que não errou e os seus erros não deram golo. Hoje era natural que acontecesse o mesmo. A culpa não é dele. A culpa é de quem, por capricho e mais uma manifestação de vaidade, quer descobrir nele um novo Coentrão (foi assim com Roberto e Emerson, teimosias de um tipo que não tinha onde cair morto antes de vir para a Luz e agora se acha o rei do futebol português). Queima-se um bom extremo e perdem-se pontos. Era quase certo que Melgarejo ia errar no jogo de hoje. Era provável que um desses erros acabasse em golo. Foram dois erros e dois golos. Investe-se dezenas de milhões de euros num plantel cheio de soluções do meio campo para a frente e o catedrático decide tramar tudo com a invenção de um lateral esquerdo. Como pode uma equipa querer ser campeã sem um lateral esquerdo a sério? Estou farto de ver estes disparates acontecerem com a conivência do presidente do Benfica...

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Jasus
por Sérgio Lavos, Dom 19/Ago/12

 

O Nuno Gouveia focou-se - e muito bem - no absurdo problema do lateral-esquerdo, mas o Benfica que voltou a não ganhar numa primeira jornada do campeonato foi prejudicado por opções absurdas de Jorge Jesus.

 

O onze inicial não lembra a ninguém, muito menos ao Diabo (que até é vermelho). Passando pela mesma defesa da época passada enxertada com um boa promessa de extremo queimada (para já) pela teimosia do treinador, passamos para o meio-campo e vemos o nosso jogador mais criativo a ser encostado a Javi Garcia. Witsel, que tinha vindo a fazer uma excelente pré-epoca jogando lado com Carlos Martins, teve de recuar e preocupar-se com situações defensivas, apenas para que pudesse entrar Rodrigo. Se a ideia parece meritória em teoria - tudo indica que o jogador espanhol está de volta à boa forma pré-sarrafada de Bruno Alves -, na prática Jesus mudou o modelo da pré-epoca; e num jogo de dificuldade elevada. Para além disso, Cardozo, depois de um jogo a meio da semana e de uma viagem de regresso extenuante, foi o parceiro escolhido para o ataque. Resultado: um buraco no meio-campo, entre Witsel e Rodrigo - que apenas foi compensado a espaços com as descidas e os sprints deste último -, e o fio de jogo, tão arduamente entretecido por Carlos Martins nos jogos de preparação, quebrado.

 

Nas alas, mais dois equívocos: Bruno César jogou quase todos os jogs anteriores a estes na posição 10 e agora voltou a ser encostado à extrema. Ainda por cima, a extrema onde ele menos rende, a esquerda. Tudo para que pudesse entrar a contratação de última hora, Sálvio, sem treinos nas pernas e sobretudo sem entrosamento com a equipa. No banco, o regressado Enzo e o dinâmico Nolito olharam para um jogo apagado de César uma partida aos repelões de Salvio - sem dúvida que este estará na primeira linha para ser titular e hoje já provou a sua utilidade, mas deixar no banco que começava a ganhar confiança (Enzo) para entrar um recém-chegado mostra que o Jesus não sabe gerir o plantel da melhor forma. Talvez por isso Enzo quando entrou pouco tenha feito. Da bancada, olhava o jogo a contratação de oito milhões, Ola John, que pelos vistos já foi encostado por mais uma birra de Jesus. Incompreensível.

 

Poder-se-á dizer: foi apenas o primeiro jogo, foi apenas um empate. Não, não foi. Foi o demolir de grande parte do que tinha sido feito na pré-epoca. O Benfica tinha um modelo no qual Carlos Martins pautava o jogo. Hoje, ficou a ver os colegas perderem-se em raides individuais com pouco nexo. Quando a equipa precisava de arrancar para a vitória, Jesus tirou o melhor jogador do Benfica, Rodrigo, e fez entrar um Aimar vindo de uma lesão, a jogar pela primeira vez esta época. Risível, sobretudo quando (lá está) Martins continuou sentado. Jorge Jesus errou em quase tudo: na equipa inicial, nas substituições, no sistema e no modelo de jogo. O problema não é só Melgarejo - e espero que não se perca o que poderá ser um bom extremo apenas porque Luís Filipe Vieira não quis comprar um lateral que chegasse para ser titular e Jesus acha que pode encontrar duas vezes ouro, depois do achado Fábio Coentrão. Melgarejo não merece. 

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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
O que fazia mesmo falta ao Benfica...
por Filipe Boto Machado, Ter 31/Jul/12

...era contratar mais um extremo. Contratado que está o Salvio, está na cara que nos faz falta mais outro. Já agora, a posição de avançado também ainda não tem alternativas suficientes, pelo que é aconselhável contratar mais um. Por fim, falta vender Witsel, pois temos muitos jogadores com características idênticas no plantel, e emprestar o Luisinho, pois está na cara que o Melgarejo está feito ao lugar e podemos sempre adaptar o Nolito ou o Ola John em situação de recurso. O plantel está quase no ponto!

 

Estou a tentar adaptar-me a estas "ideias JJ". Não está fácil, confesso mesmo que está a ser mais difícil do que julgava. Não sei bem porquê, mas, para mim, isto não faz lá muito sentido. No entanto, se o tipo é um catedrático do futebol e pensa desta forma, a solução é começar a tentar pensar como ele. Se não podes vencê-lo, junta-te a ele.

gloriosamente escrito por Filipe Boto Machado
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
Uma questão de lógica
por Filipe Boto Machado, Seg 23/Jul/12

Por uma questão de lógica, e até bom senso, um plantel deve ter duas opções para cada posição. Uma ou outra posição pode exigir três/quatro jogadores como é o caso do avançado para a equipa alterar o sistema de jogo. No entanto, não há nada neste Mundo que justifique um plantel ter três ou quatro jogadores para determinadas posições e ausência de alternativas noutras.

No primeiro ano de JJ, o Benfica começou a temporada com 2 jogadores por posição. Ainda antes da época começar, JJ correu com Patric e Yebda. Chegámos a Janeiro e JJ dispensou Shaffer e Urreta. O plantel começava a ficar desequilibrado. Desde então, nunca mais se equilibrou. Ora faltam extremos (há dois anos tínhamos apenas Salvio e Gaitan), ora faltam médios (no ano passado, quando faltava Witsel, o Benfica tinha a alternativa em Granada), ora faltam laterais direitos (desde há três anos que Maxi faz todos os jogos possíveis e quando não pode mesmo temos uma adaptação para desenrascar: Witsel, Rúben Amorim ou André Almeida). Porque motivo o Benfica contrata tanto jogador para a mesma posição e permanece com lacunas tão evidentes em certas posições?

Já escrevi em tempos que este ano temos um excesso de extremos incompreensível. A época começou e confirma-se. São tantos que JJ tenta adaptá-los e só dá asneira. Bruno César no centro passa a vida a ser antecipado e a atirar-se para o chão. Melgarejo e Djaló são demasiado maus defensivamente para darem em laterais da noite para o dia. Os avançados também são tantos que, com Nelson Oliveira e Rodrigo ausentes, Hugo Vieira mal calçou as chuteiras, Kardec pouco se mostrou (também é verdade que tem pouco para mostrar), Mora jogou apenas contra a Fundação Luís Figo e Michel nem deu à costa. No entanto, olhamos lá para trás e a coisa é completamente diferente. Garay e Luisão fazem os jogos todos, pois Jardel e Miguel Vítor nem lhes fazem sombra. Maxi joga 90 minutos em todos os jogos. Na esquerda, enquanto vai mostrando que Luisinho não pode ser mais do que uma segunda opção, JJ anda a tentar inventar um lateral esquerdo, tentando transformar um óptimo extremo, Melgarejo, num mau lateral (assim se queimam jogadores…). Entretanto, temos 4 laterais em casa à espera de um empréstimo: Shaffer, Emerson, Capdevila e Carole. Extremos a mais, avançados em excesso e mantêm-se as mesmas lacunas da temporada passada. Na esquerda falta-nos um lateral esquerdo titular e na direita alguém que permita que Maxi Pereira seja humano. Para a esquerda JJ admite que o Benfica está no mercado, mas para a direita ele diz que vai tentar encontrar solução no plantel. As questões que coloco são as seguintes:

 

- Durante uma época inteira, todos sabiam que Coentrão ia ser transferido. Porque não preparámos a sua substituição atempadamente e tivemos que contratar um tipo que não pode porque não tem pernas (Capdevila) e outro que não sabe fazer melhor porque não nasceu com aptidão para a prática do futebol (Emerson)?

- Durante a temporada passada, todos viram qual a lacuna da equipa: lateral esquerdo. Capdevila e Emerson não serviam. Os dois juntos não faziam um bom lateral esquerdo. Não resolveram o problema em Janeiro, já vamos no final de Julho e continuamos sem solução. Porque não prepararam esta contratação atempadamente?

- Há três anos que o Maxi anda a jogar em regime “sessões contínuas” na direita da nossa defesa. Até chegou a ter que sair do avião directamente para dentro das quatro linhas porque não existe alternativa e o Benfica não arranja o raio de um lateral direito para o substituir?

- Porquê tantos jogadores para o ataque e para jogarem nas alas? O catedrático vai arranjar uma nova táctica que vai surpreender o Mundo do futebol ou extremos e avançados vão ser adaptados a tudo quanto é posição?

 

Espero que tudo corra bem e que JJ tenha razão. Espero que, apesar de todas as lacunas evidentes, o Benfica tenha uma época de muito sucesso. No entanto, é difícil fechar os olhos a tanto disparate.

gloriosamente escrito por Filipe Boto Machado
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012
Mau sinal para a nova época?
por Francisco Castelo Branco, Qui 28/Jun/12

Depois das emoções do Euro, regressamos ao nosso campeonato e também ao dia-a-dia do Benfica. Nestas ultimas semanas houve pouco espaço para dar atenção ao glorioso mas ainda assim há alguns destaques a fazer. O Euro vai acabar e começará agora a loucura das transferências, isto num ano de crise.

Não se percebe a contratação de três jogadores do Paços de Ferreira. Espero que Michel não venha para substituir Saviola. E que dizer de Luisinho, essa grande pérola do lado esquerdo benfiquista. Se na esquerda não há ninguem, a direita continua sem alternativa a Maxi e este ano poderá não haver Witsel para uma solução de pronto socorro.

As indefinições são muitas e só mesmo lá para Setembro é que a equipa estará bem definida, mas parece que as trapalhadas vão continuar, isto no sentido de não haver alvos bem definidos e continuarmos com experiências inuteis e ainda por cima com equipa B, muitos são aqueles que estarão sob observação de Jesus. Uma coisa é certa: o Benfica desde a saída de Coentrão ainda não definiu bem qual o alvo que se assemelha mais ao actual jogador do Real, pelo que este será mais um ano de experiências ou de uma aposta falhada.

Grave é a entrevista de Jesus. Querer ganhar a Liga e a Champions não parece realista, ainda que o Benfica entre em campo sempre para ganhar. No entanto, uma equipa consistente e forte dentro para depois conquistar fora de portas. No meu entender, a nova época começa mal por causa desta entrevista. Concordo em absoluto com o que o Filipe Boto Machado escreveu.

Sendo esta a época mais importante para Jesus, é a do vai ou fica; não se percebe a falta de "inteligência" do nosso treinador. Será que ele não entende que os ânimos dos adeptos estão exaltados?

gloriosamente escrito por Francisco Castelo Branco
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012
A entrevista de Jorge Jesus ao jornal Record
por Filipe Boto Machado, Qua 20/Jun/12

Para mim, ler a entrevista de Jorge Jesus ao Record foi um susto. Que raio de treinador é este? A forma como comenta eventuais futuras contratações nos jornais (Salvio, Rojo e De Jong), dispensa jogadores (Saviola já nem entra nos avançados que tem disponíveis) e diz quais os emprestados que servem e não servem (diz que Roderick regressa, mas nem uma palavra sobre Sidnei em quem o Benfica investiu €7M) não é normal para um treinador do Benfica. Chama-se a isto gerir temas sensíveis que valem milhões com toda a leviandade do Mundo. Será que ninguém lhe pode explicar como não se fazem as coisas? No entanto, o que mais chocou foram as declarações acerca da definição de objetivos da última época e da que aí vem. Jorge Jesus admite que julgou ter equipa para ganhar Liga Portuguesa e Champions. O mesmo Jorge Jesus diz que, se soubesse o que sabe hoje, tinha apostado no campeonato como fez na primeira época (quando, segundo ele, poupou jogadores na Liga Europa) porque é isso que os adeptos do Benfica querem ganhar. Diz ele que julgava que, como o Benfica não chegava longe numa competição europeia há muitos anos (recordo que com Ronald Koeman, em 05/06, fomos tão longe quanto esta época, i.e., até aos quartos-final onde perdemos com o Barcelona de Ronaldinho, então futuro campeão europeu), os adeptos davam mais importância ao Benfica chegar onde chegou na Champions do que uma vitória no campeonato. Segundo Jorge Jesus, afinal não é assim, por isso devia ter seguido outro caminho (para manter o emprego). Assim, conclui, para o ano vai apostar tudo da Liga porque para vencer nas duas tem de jogar com duas equipas diferentes em cada competição.

 

Em primeiro lugar, parece que no Benfica quem define objetivos é Jorge Jesus e, ainda por cima, semana a semana, conforme vai sentindo o pulso aos adeptos. Em segundo lugar, o treinador que, pela terceira vez em três épocas, não rodou o plantel é o mesmo que acreditava ser possível ganhar tudo. Em terceiro lugar, um treinador pago ao nível dos melhores do Mundo ainda anda a aprender como se deve gerir um plantel em duas competições ao mesmo tempo (como se fosse novo e estivesse no clube certo para aprender a pouco e pouco como se fazem as coisas). Em quarto lugar, Jorge Jesus consegue acreditar que os adeptos do Benfica preferem chegar aos quartos-final da Champions do que serem campeões (não conhece o clube que treina?) e por isso não apostou no campeonato em detrimento da Champions. Em quinto lugar, JJ continua a tentar passar a mensagem que há duas épocas decidiu vencer a Liga Portuguesa e desistir da Liga Europa porque poupou jogadores na eliminatória contra o Liverpool. Uma mentira dita muitas vezes não passará a ser uma verdade. Os mais atentos sabem que ninguém foi poupado na eliminatória frente ao Liverpool (http://www.zerozero.pt/jogo.php?id=1211883; http://www.maisfutebol.iol.pt/jogo/79062).

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