Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
Brincadeiras de mau gosto
por Sérgio Lavos, Qua 23/Jan/13

O Sporting entrou em roda livre. Desportivamente, é um buraco sem fundo, uma espiral recessiva de maus resultados. Com a época perdida muito antes do Natal, Godinho Lopes começou a vender os anéis que ainda tinha. Mas uma equipa sem resultados não consegue valorizar os seus jogadores, e, na reabertura do mercado, os negócios de Godinho têm-se saldado por evidentes flops. Para além do mais, há a originalidade da troca com os rivais. Se é verdade que ainda está para se ver quem irá beneficiar da permuta Miguel Lopes/Izmailov, hoje ficámos a saber que o Sporting quer desfazer-se de Ínsua, propondo a troca por Nolito e Alan Kardec. Só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Sendo verdade que o lateral esquerdo é um dos melhores jogadores do Sporting, também é que nem meio Nolito vale. E não é tão bom como Alan Kardec. Espero que Luís Filipe Vieira tenha algum juízo e recuse liminarmente - se possível, rindo desdenhosamente na cara de Godinho Lopes - a proposta. Ainda não chegámos ao cabaré da coxa.

 

P.S.: Acrescento que, por princípio, o Benfica não deveria entrar nestas trocas de jogadores com o Sporting. Que a outra equipa da Segunda Circular deseje tornar-se uma filial do FC Porto na cidade de Lisboa, é lá problema deles. Mas se há valor que deveria ser intocável no futebol é a impossibilidade de um clube como o Benfica fazer negócio com os seus rivais directos.

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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
Um desastre anunciado?
por Sérgio Lavos, Seg 03/Set/12

 

A venda de Witsel parece ter sido, de tudo o que tem acontecido no Benfica esta época, o acontecimento mais inevitável. A cláusula foi batida e o jogador preferiu os rublos russos à mística benfiquista. São escolhas - e, sem cinismos, espero que ele consiga ter uma carreira à altura do grande jogador que pode vir a ser. Não sei é se um Zenit movido a petrorublos é a melhor escolha.

 

Mas adiante. O problema foi o absoluto desequilíbrio nas contratações: extremos e avançados para dar, vender, emprestar e o que mais viesse e o absurdo de continuarem a existir posições deficitárias no plantel. Passando à frente do problema das duas laterais, a verdade é que o meio-campo também foi esquecido. Havia apenas um número seis que se foi embora por um preço demasiado baixo - Javi Garcia - e na realidade apenas contávamos com mais três jogadores para a posição 8: Carlos Martins (que tem problemas recorrentes com lesões), Witsel e Matic - sim, ele é mais 8 do que um 6. Witsel partiu, e Matic recua para o lugar de Javi. Não faz o lugar tão bem, é claro, e se se lesionar, não há ninguém para o substituir. Jesus já falou dos centrocampistas da equipa B. Mas André Almeida não conseguiu um lugar na época passada - parece-me um jogador mediano - e André Gomes, apesar de ter bastante potencial, ainda é demasiado verde. 

 

Vamos jogar contra o Barcelona na Liga dos Campeões e temos um longo campeonato pela frente. Muito sinceramente, o Benfica, com a saída de Javi e Witsel, parece-me mais fraco em várias das coisas em que era forte: na capacidade de pressionar alto, sobre a defesa contrária - quantas bolas terão sido recuperadas por Witsel e Javi na época passada? - e na qualidade de posse de bola proporcionada por Witsel. Se nos jogos do campeonato esse factor será menos importante - exceptuando os três do costume, são pouquíssimas as equipas da liga que conseguem manter o mesmo ritmo de pressão ao longo de noventa minutos - na Liga dos Campeões essa falta vai se notar, e muito. Não esquecer o Barcelona, e se é verdade que a equipa catalã se destaca pela capacidade atacante e pelas altas percentagens de posse de bola, a verdade é que grande parte do segredo está na recuperação defensiva e da intensidade que os jogadores colocam na pressão sobre o adversário - a posse de bola conquista-se, não cai nos braços das equipas. E sem Witsel, sem a sua tranquilidade, controlo de bola e classe, iremos passar por muitos problemas. São só dois jogos, que podemos perder e mesmo assim passar à fase seguinte? Não. São dois jogos que não podemos perder por muitos; caso contrário, a moral da equipa esvazia-se irremediavelmente.

 

Se eu já não estava muito optimista, fiquei, em quatro dias, bastante mais apreensivo. É verdade que temos um Salvio em grande forma, um Rodrigo a prometer bastante e jogadores como o regressado Enzo, Nolito, Bruno César e o sempre grande Aimar. Será suficiente?

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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
5+6=11
por Sérgio Lavos, Seg 27/Ago/12

 

Num fim-de-semana de goleadas para os dois melhores clubes da capital, o Benfica e o Benfica B, destaca-se um puto de 18 anos que poderá ser o futuro do clube: Ivan Cavaleiro. Se tudo correr bem e Jesus não se lembrar de o adaptar a defesa-esquerdo, temos jogador.

 

(Mas também João Cancelo, Miguel Rosa e Carole estiveram muito bem. Força aos miúdos, é para isto que se criou a equipa B.)

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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012
Política de contratações
por Sérgio Lavos, Seg 20/Ago/12

 

O Benfica tem sete avançados-centro no plantel. Talvez por isso tenha emprestado o mais promissor ponta-de-lança português. Parabéns à dupla Vieira/Jesus.

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Domingo, 19 de Agosto de 2012
Jasus
por Sérgio Lavos, Dom 19/Ago/12

 

O Nuno Gouveia focou-se - e muito bem - no absurdo problema do lateral-esquerdo, mas o Benfica que voltou a não ganhar numa primeira jornada do campeonato foi prejudicado por opções absurdas de Jorge Jesus.

 

O onze inicial não lembra a ninguém, muito menos ao Diabo (que até é vermelho). Passando pela mesma defesa da época passada enxertada com um boa promessa de extremo queimada (para já) pela teimosia do treinador, passamos para o meio-campo e vemos o nosso jogador mais criativo a ser encostado a Javi Garcia. Witsel, que tinha vindo a fazer uma excelente pré-epoca jogando lado com Carlos Martins, teve de recuar e preocupar-se com situações defensivas, apenas para que pudesse entrar Rodrigo. Se a ideia parece meritória em teoria - tudo indica que o jogador espanhol está de volta à boa forma pré-sarrafada de Bruno Alves -, na prática Jesus mudou o modelo da pré-epoca; e num jogo de dificuldade elevada. Para além disso, Cardozo, depois de um jogo a meio da semana e de uma viagem de regresso extenuante, foi o parceiro escolhido para o ataque. Resultado: um buraco no meio-campo, entre Witsel e Rodrigo - que apenas foi compensado a espaços com as descidas e os sprints deste último -, e o fio de jogo, tão arduamente entretecido por Carlos Martins nos jogos de preparação, quebrado.

 

Nas alas, mais dois equívocos: Bruno César jogou quase todos os jogs anteriores a estes na posição 10 e agora voltou a ser encostado à extrema. Ainda por cima, a extrema onde ele menos rende, a esquerda. Tudo para que pudesse entrar a contratação de última hora, Sálvio, sem treinos nas pernas e sobretudo sem entrosamento com a equipa. No banco, o regressado Enzo e o dinâmico Nolito olharam para um jogo apagado de César uma partida aos repelões de Salvio - sem dúvida que este estará na primeira linha para ser titular e hoje já provou a sua utilidade, mas deixar no banco que começava a ganhar confiança (Enzo) para entrar um recém-chegado mostra que o Jesus não sabe gerir o plantel da melhor forma. Talvez por isso Enzo quando entrou pouco tenha feito. Da bancada, olhava o jogo a contratação de oito milhões, Ola John, que pelos vistos já foi encostado por mais uma birra de Jesus. Incompreensível.

 

Poder-se-á dizer: foi apenas o primeiro jogo, foi apenas um empate. Não, não foi. Foi o demolir de grande parte do que tinha sido feito na pré-epoca. O Benfica tinha um modelo no qual Carlos Martins pautava o jogo. Hoje, ficou a ver os colegas perderem-se em raides individuais com pouco nexo. Quando a equipa precisava de arrancar para a vitória, Jesus tirou o melhor jogador do Benfica, Rodrigo, e fez entrar um Aimar vindo de uma lesão, a jogar pela primeira vez esta época. Risível, sobretudo quando (lá está) Martins continuou sentado. Jorge Jesus errou em quase tudo: na equipa inicial, nas substituições, no sistema e no modelo de jogo. O problema não é só Melgarejo - e espero que não se perca o que poderá ser um bom extremo apenas porque Luís Filipe Vieira não quis comprar um lateral que chegasse para ser titular e Jesus acha que pode encontrar duas vezes ouro, depois do achado Fábio Coentrão. Melgarejo não merece. 

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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
Sobre a selecção e outros mitos suburbanos
por Sérgio Lavos, Qua 30/Mai/12

 

É bem provável que acompanhe o campeonato da Europa. Há grandes jogadores por lá, algumas boas selecções e, de vez em quando, o talento e o génio levam a melhor sobre o cansaço acumulado de uma época e sobre a falta de estímulo - leia-se "capital" - dos milionários que vão passear à Polónia e a Ucrânia.

 

Demagógica, esta conversa? Realista. Basta ver o desempenho dos dois melhores jogadores da actualidade - Messi e Cristiano Ronaldo - nos grandes campeonatos. Raro é o jogador que fica na História por causa do que faz em torneios de selecções; e talvez por isso Maradona seja (e vá continuar a ser) o melhor jogador de sempre. A Argentina de Maradona é mais importante, na constelação futebolística, do que o Nápoles de Maradona - apesar de tudo. Maradona é de um tempo em que a política fazia parte do futebol e o futebol da política. A Argentina teve a desfora da Guerra das Malvinas quando a cabeça de Maradona chegou mais alto do que o punho de Peter Shilton. Isto era futebol. Agora é um desfile de estrelas que nem no twitter estão autorizadas a dizer o que pensam.

 

E claro, parece que a selecção portuguesa organizou uma excursão turística a esses países durante o tempo que dura a primeira fase do campeonato. E que até vão ficar no hotel mais caro de entre as selecções do torneio. Acho bem, dado o crescimento brutal da nossa economia, que a Federação não olhe a gastos com este grupo excursionista a terras do Leste. Eles merecem. Paulo Bento também, que escolheu a nata da nata para levar lá. Que a nata seja um pouco azeda - uma maneira simpática de dizer que este é o grupo de joagdores mais fraco desde que acompanho campeonatos de selecções - ele não tem culpa. E talvez até consigamos, com alguma sorte e toda a tranquilidade, ganhar à Dinamarca.

 

Sei que posso enganar-me - depois do "fraco" Chelsea ganhar a Liga dos Campeões, para espanto da falange anti-benfiquista do país, apssei a acreditar em quase tudo -, mas também sei que terei mais possibilidades de estar certo se apostar na saída emglória ao fim de três jogos. Não podemos esperar mais: uma selecção que, tendo Bosingwa, caça com João Pereira; tendo Ricardo Carvalho, caça com Bruno Alves; leva um Miguel Lopes como mascote; e que aposta na titularidade da quimera Hélder Postiga (misto de jogador de futebol e de projecto de pivot de andebol) para marcar golos à Alemanha e à Holanda, não pode esperar ir muito mais longe do que o spa do hotel de luxo onde ficou instalada.

 

Falta de patriotismo? Eu gosto de futebol, caramba; bandeirinhas na lapela ou na janela é para políticos da maioria e gente que faz excursões a lojas de chineses para comprar produtos com as cores da bandeira nacional. Mas sofro, e vou ver, e talvez me surpreenda. Gosto de torcer por equipas pequenas quando o Glorioso não joga. Por isso, neste Europeu, estou com Portugal!

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Sicília
por Sérgio Lavos, Qua 30/Mai/12

Luiz Filipe Scolari veio agora confirmar em entrevista o que toda a gente já sabia: que o padrinho do Norte é quem manda - e repito manda porque pouco ou nada parece ter mudado desde então - na selecção. O polvo tem os seus tentáculos por todo o lado, desde a Liga à Federação, passando pela arbitragem. O domínio de uma época não poderá ser fundado apenas no mérito desportivo - e ao longo dos anos, o FCP terá tido algum algumas vezes; passa pelo controlo total de todos poderes que vão além do talento de onze jogadores e de uma equipa técnica durante 90 minutos. A palavra de Pinto de Costa ter força para excluir da selecção o melhor guarda-português à epoca (Vítor Baía), é mais uma prova dessa influência. Claro que um cínico poderá dizer que este facto, por si só gravíssimo, se comparado com as conversas sobre árbitros, é um pormenor. Não é. Porque Scolari é dos poucos - muito, muito poucos - que acabaram por revelar o funcionamento dos bastidores do futebol português: um jogo viciado à partida, em que só não ganha o FCP quando as equipas adversárias são realmente extraordinárias, superlativas, ou o plantel e treinador do FCP demasiado medíocres. Acasos, portanto. E assim vamos cantando e rindo, com o nosso presidente Vieira - antigo sócio da agremiação do Norte - a tentar que os seus interesses se mantenham intocados enquanto conduz o barco por entre os escolhos do insucesso desportivo; o Benfica, esse, e quando tiver de ser, que se lixe.

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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
Benfica campeão nacional
por Sérgio Lavos, Qui 24/Mai/12

 

Carlos Lisboa, o meu herói dos tempos em que o Benfica fazia grandes jogos Taça dos Campeões Europeus de basquete, foi ao pavilhão das Antas conquistar o título na cara do FC Porto, provocando uma onda de azia raivosa nos adeptos das Antas, o que levou a que a polícia tivesse de intervir; enfim, o habitual. Os maiores desportistas que passaram pelo Benfica são também grandes benfiquistas. Antes como praticante, agora como treinador, Carlos Lisboa, um exemplo.

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Terça-feira, 17 de Abril de 2012
A "instituição Sporting"
por Sérgio Lavos, Ter 17/Abr/12

Um clube digno, fora de esquemas, acima de qualquer suspeita.

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Domingo, 15 de Abril de 2012
O comum adepto
por Sérgio Lavos, Dom 15/Abr/12

Há momentos em que desconfio da minha condição de ferrenho benfiquista: quando vejo adeptos do meu clube fazerem uma espera a uma equipa que, para todos os efeitos, acabou de conquistar um troféu. E não para a aplaudir, mas sim para assobiar e insultar. Não sei o que move esta gente que às 2 da manhã nada tem de melhor para fazer do que ir para a Catedral fazer figuras tristes. Mas enfim, o problema deve ser com certeza estar em mim...

 

P.S.: E o clube que perdeu a final da Taça da Liga foi recebido com fogo-de-artifício. Originalidades lusas...

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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
A fruta nunca acabou
por Sérgio Lavos, Qua 11/Abr/12

José Cardinal? Não, não pode ser... o bandeirinha que costuma acompanhar Carlos "Fruta" Xistra e que esteve no Guimarães-Benfica entretido a prejudicar o Glorioso? Um homem honrado, de certeza. Tão honrado como Xistra, Olegário, Pedro Proença, Artur Soares Dias ou Jorge Sousa. Tudo virgens sem mácula. Só pode ser uma falsidade, esta notícia.

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
Ganhar, nem que seja por meio a zero
por Sérgio Lavos, Seg 09/Abr/12

A equação para hoje é simples: ou o Benfica ganha ou fica à espera de um milagre até ao final do campeonato. Mesmo ganhando, ficará a depender da bondade de estranhos; um risco. Menos do que o empenhamento e a vontade de ganhar do jogo contra o Chelsea não é aceitável. Quem desperdiçou pontos contra equipas mais pequenas arrisca-se a jogar no limite até ao fim e mesmo assim perder o campeonato. Ganhar, e é completamente secundário o nome do adversário, mesmo sendo o perigoso quinto classificado do campeonato. O clube dos viscondes, apesar das duas frentes ainda em disputa, irá, como sempre contra o maior clube português, comer a relva. Este é o jogo que lhes permite anualmente continuar a alimentar a ilusão de que são tão grandes como o Glorioso, e nunca o Benfica deverá menosprezar o poder dos delírios de grandeza - veja-se o exemplo de Hitler, para se perceber a ideia.

E uma palavra aos benfiquistas que se surpreendem com o fervoroso anti-benfiquismo dos vizinhos pobres (de espírito) da Segunda Circular: não se apoquentem, nada há de surpreendente. Os "princípios éticos" de quem fica mais feliz com as derrotas dos rivais do que com as próprias vitórias falam por si mesmo.

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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
UEFA 2-Benfica 1
por Sérgio Lavos, Qua 04/Abr/12

 

O nome várias vezes entoado pela única claque que se ouviu em Stamford Bridge está de parabéns: Michel Platini lá vai ter a sua meia-final Barcelona-Chelsea, à conta de duas arbitragens abaixo de cão no Barcelona-Milão e no Chelsea-Benfica, a que se junta a da primeira mão do Benfica. Uma equipa de Portugal nas meias-finais da Champions seria demasiado, numa época em que Portugal ultrapassou a França no ranking da UEFA.

 

Descontando estes pequenos pormenores, o Benfica merecia passar, claro. Um destaque especial para a grande jogatana do Emerson - algum dia tinha de ser, e é sempre bonito ver o assomo de um jogador caído em desgraça num jogo desta dimensão. E houve coragem, suor, a pele em campo, a jogar com menos um meia-parte. Teria sido épico se Nélson Oliveira tivesse passado a Djaló e este tivesse marcado. Ou se Emerson tem marcado na jogada antes do segundo do Chelsea. Não foi possível, os deuses da UEFA não queriam. O Benfica tem é de transportar o espírito de hoje para o resto do campeonato, que ainda não está perdido.

 

Uma palavra mais para Djaló: é impressão minha, ou ele já é melhor jogador do que era antes de chegar ao Benfica? E reforçar que foi glorioso ver os 3000 adeptos benfiquistas a calar os 60000 adeptos do Chelsea. Por isso é que o Benfica é o maior clube de Portugal.

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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Incompreensível
por Sérgio Lavos, Sex 23/Mar/12

 

Não há qualquer dúvida: o Benfica, como tinha acontecido em grande parte do jogo contra o Paços de Ferreira, jogou mal. Na primeira parte, 2 remates e nenhuma oportunidade clara de golo; na segunda, apenas duas oportunidades evidentes, ambas nos últimos dez minutos. Muito pouco para quem quer ser campeão - o Benfica limitou-se a jogar tão mal como tem jogado o FCP, e sendo assim talvez quem mereça ser campeão seja o Braga de Ruben Amorim e Nuno Gomes.

 

Emerson voltou a fazer um jogo miserável. Depois de uma segunda parte em que Capdevila meteu Hulk no bolso, no jogo da Taça da Liga, por que razão Jesus voltou a insistir em César Peixoto, versão 2.0? Incompreensível, e cada vez mais acho que, se o Benfica não for campeão esta época, JJ deve ir embora. 

 

Também inexplicável é a atitude de Aimar - o vermelho de João Capela é bem mostrado, e ainda estou para saber a razão da patada de Pablito. Passará pelo descontrolo emocional, que julgo partir do treinador?

 

É pena, muita pena, que o Benfica vá perdendo pontos e hipóteses de ser campeão por causa de caprichos do treinador e da falta de atitude em alguns jogos (ou, pelo menos, partes de jogos). O plantel é o melhor dos últimos três anos, a prospecção do clube tem feito um excelente trabalho, Jesus tem valorizado os jogadores, mas nos momentos chave a equipa tem mostrado um medo cénico que ninguém sabe muito bem de onde nasce.

 

Não vi as declarações no final do jogo, mas repito: a equipa de arbitragem esteve bem; o Benfica perdeu dois pontos porque não quis, em nenhum momento do jogo, ganhar. A fibra dos campeões não pode ser feita disto.

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Terça-feira, 20 de Março de 2012
Competência
por Sérgio Lavos, Ter 20/Mar/12

Queria apenas assinalar que, quando os árbitros são competentes, ganha quase sempre a melhor equipa. Parabéns ao Glorioso, que tremeu mas recompôs-se, e a Artur Soares Dias, que esteve à altura do derby

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