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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Com o Luisão a ministro das finanças a Alemanha piava fininho* (actualizado)

19.08.12, Tiago Mota Saraiva

Daqui

 

As opiniões sobre o chamado Caso Luisão são sintetizáveis em dois grandes grupos. O primeiro, dos anti-benfiquistas, que culpam o capitão do Benfica por um acto de indisciplina e o segundo, da maioria dos benfiquistas, que defende existir uma cabala, talvez orquestrada em sólo nacional, para prejudicar a nossa grande nação castigando um dos seus esteios na defesa.

Mas concentremo-nos no árbitro, o tal Christian Fischer. Admitamos que o árbitro ia mostrar o segundo amarelo a Javi Garcia e que foi agredido por Luisão. Um profissional da arbitragem teria expulso os dois jogadores e continuado o jogo. Ao invés, Fischer retirou-se da partida, há quem refira que nem sequer terminou o jogo.

O árbitro optou por deixar de o ser procurando, com a sua saída, dar uma lição moral, fico com a dúvida, se aos jogadores do Benfica, se ao país.

Como perceberão não partilho da teoria da cabala. Acho, isso sim, que a saída de Fischer foi uma acto de arrogância moral, nada pedagógico, imediatamente corruborado pelos adeptos do mediocre Fortuna pedindo que o jogo continuasse trocando o Benfica pelas suas reservas. Na minha opinião este episódio diz mais sobre a Europa do que sobre o profissionalismo de Luisão. 

Será que Fischer reajiria desta forma se o jogo fosse entre o Fortuna e o PSG? Será que não ficaríamos embaraçados se um árbitro português tivesse o mesmo comportamento num jogo particular no Restelo entre o Belenenses e o Bayern de Munique?

 

* Frase que reproduzo de memória e que ontem, segundo o repórter de campo da telefonia, constava de um cartaz no Estádio da Luz (que os resumos da televisão Oliveira/Bava/Relvas não mostra).

 

ADITAMENTO I : Para se perceber melhor o que aqui se trata veja esta declarações antigas, cada vez mais reinantes.

ADITAMENTO II : Título actualizado depois de ter recebido a imagem