Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Catedral da Luz

Catedral da Luz

Nós e o Xistra

23.09.12, Filipe Boto Machado

Acabámos de empatar 2-2 com a Académica em Coimbra. Os dois golos da Académica foram marcados através de grandes penalidades inexistentes. Na primeira há falta, mas fora da área. Na segunda nem falta há. A primeira grande penalidade assinalada podia ter-se tratado de um erro de avaliação. Já se sabe que Carlos Xistra não nasceu para isto ou, pelo menos, não nasceu para faze-lo como deve ser, de acordo com as leis do jogo. No entanto, a segunda grande penalidade cheirou muito mal. Helder Cabral vai lançado e naquele momento julgo que qualquer benfiquista temeu que ele caísse na área, pois, tivesse ou não a queda tido origem em alguma acção de um defensor do Benfica, já se sabia que o resultado final seria uma grande penalidade. Assim foi. Xistra conseguiu ver falta onde não houve mais do que um mergulho descarado. Segunda grande penalidade mal assinalada e assim se fabricaram os dois golos da Académica.

No entanto, não ganhámos também por culpa própria. Como já sabemos há alguns anos, temos que ser muito melhores do que o adversário para sermos campeões. Hoje não fomos suficientemente melhores para ultrapassar a Académica mais o Xistra e tivemos algum azar com os postes. Faltou-nos, acima de tudo, continuidade e intensidade no jogo. O problema esteve no centro do meio campo. Por vezes passámos demasiado tempo a ver jogar, faltou ao Benfica quem colocasse agressividade naquela zona do campo e saísse a jogar com facilidade. Talvez com o tempo, mais entrosamento, outros jogadores (Martins ou Aimar) e até mais jogadores (talvez, nesta fase de maior fragilidade e menor entrosamento, três jogadores no meio fosse mais aconselhável do que jogar apenas com dois), o processo possa melhorar e o Benfica supere as perdas que teve. Era evidente que perder Javi e Witsel não poderia ser indiferente, principalmente quando nos faltam jogadores semelhantes no plantel em termos de características. Lidar com essa perda de jogadores influentes e um artista do apito mostrou ser demasiado e por isso perdemos dois pontos.

 

PS: JJ está a encontrar uma forma original de utilizar a quantidade de extremos que tem ao seu dispor. Temos um extremo adaptado a lateral, Melgarejo, outro adaptado a posição 8, Enzo Pérez, e nas alas vamos fazendo rotação dos extremos de que dispomos (em Glasgow jogou Gaitán e Salvio, hoje começámos com Bruno César e Salvio, tendo ao intervalo Nolito substituindo o brasileiro). Nestas contas não entra Ola John, por enquanto desaparecido e aguardando a estreia em provas oficiais.

5 comentários

Comentar post