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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Djaló

05.02.12, Bruno Vieira Amaral

Nos últimos dias tenho visto Yannick Djaló a ser submetido a um intenso processo de rui-santificação. De repente, toda a gente fala “do exponenciar das potencialidades ao nível daquilo que é” o jogador Djaló. Como nenhuma ciência, nem sequer a muito peculiar ciência do futebol, pode garantir que o intermitente Djaló algum dia venha a ser um jogador decente, as esperanças dos benfiquistas fundam-se na capacidade de Jesus em operar milagres. Mas uma coisa é trabalhar diamantes em bruto (Di Maria será o melhor exemplo) outra coisa mais difícil é transformar brutos em diamantes. Djaló tem qualidades? Tem. Ao longo das últimas épocas fez questão de demonstrá-las em quatro ou cinco ocasiões, o que não dá sequer para que um jogador atinja o estatuto de eterna promessa. No Sporting, Djaló era, a cada época, uma persistente confirmação. O clube despachou-o, e bem. Chegava a ser confrangedor, até para um adepto do Benfica, ver a falta de vontade, a apatia e os amuos de Djaló. É verdade que a alegria de vestir uma camisola que, sozinha, vale mais do que mil “estratégias motivacionais”, é uma garantia que aquele Djaló apático não vai pisar a relva do Estádio da Luz. Mas o jogo está do lado dele, e não de Jesus. É o Yannick Djaló que tem de mostrar o que vale e que vale mais do que o que mostrou até agora. Só mais uma coisinha: Djaló, se e quando marcares um golo pelo Benfica, festeja, festeja a sério. Já temos um génio no Benfica. Chama-se Pablo Aimar e é o único que está autorizado a não festejar golos.