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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Ele é sempre aquela máquina...

10.02.13, Filipe Boto Machado

Quando tive conhecimento, na quinta-feira, que o "melhor árbitro do Mundo" ia arbitrar o nosso jogo na Choupana, logo pensei que este seria um dos jogos mais perigosos do Benfica até ao fim do campeonato. O "melhor árbitro do Mundo" é sempre decisivo. Já decidiu vários jogos e alguns campeonatos. Este campeonato, pelo equilíbrio que vinha apresentando, estava a pedir a sua entrada em cena. Apareceu hoje, decisivo como sempre, numa deslocação que já se adivinhava difícil. Num jogo mais acessível para o Benfica, a sua nomeação de nada valeria. Num jogo mais complicado, como este, a sua mão poderia ser decisiva. Assim foi. Nada é feito ao acaso com este sujeito. Teve uma actuação na linha daquelas que lhe valeram a admiração da máfia do futebol. Depois de roubar um penalti ao Benfica (Gaitan é literalmente atropelado por Claudemir quando estava no ar, pronto para cabecear a bola), ter sido permissivo com o jogo faltoso do Nacional e vislumbrado cantos, faltas e lançamentos sempre ao contrário, viu impávido e sereno a atitude daquele tipo de Nacional que teve o momento mais mediático da carreira e aproveitou para expulsar Cardozo. Sempre oportunista, com faro pelo momento certo para decidir a partida. Nada de escandaloso, mas sempre decisivo. Assim é o sujeito que tem decidido campeonatos em Portugal. Depois, aproveitou também para expulsar Matic, numa jogada onde não há certeza do que se passou, mas nunca parece existir qualquer intenção de agredir o jogador do Nacional. E já está. O "melhor árbitro do Mundo" cumpriu com a sua função anual, a avaliação da máfia será positiva e o prémio anual estará garantido. No final da época todos falarão deste ou daquele jogador como o mais decisivo e injustamente poucos se lembrarão daquele que, ano após ano, aparece para decidir campeonatos a favor da máfia.

Sinceramente, este tipo dá-me náuseas. A "competência" dele é assustadora. Não há jogo que ele nos possa prejudicar e não o faça. Ano após ano,  ele é irritantemente decisivo e "competente". Não faz parte da velha escola que fazia arranjos demasiado evidentes. Este sabe fazê-los bem. É mais discreto, mas ainda mais decisivo, até pelo momento do jogo em que a sua mão decisiva se faz sentir. Estou farto de ver este sujeito decidir sozinho uma competição que envolve tanto dinheiro e tem tantos seguidores. E atenção, não acabou aqui. Ele voltará a ser chamado no penúltimo jogo do campeonato para arbitrar um jogo do Benfica. Perante isto, sabendo nós o que sabemos, tendo o exemplo dos últimos anos e as provas que se podem escutar no youtube, o fim deste jogo deixou-me a seguinte questão: vale a pena continuar a ir a jogo? Amanhã certamente me passará este desalento, mas hoje sinto que assim é impossível.


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