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Catedral da Luz

Catedral da Luz

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05.02.12, Inês Mega

Quando o João Amaro Correia me perguntou se eu queria escrever neste espaço, não hesitei e atirei-me de cabeça. E agora que vejo este cursor a piscar numa espécie de contagem decrescente, sinto a pressão aumentar. Passo a explicar. Da minha parte dificilmente sairão comentários à estratégia, às posições no meio campo, e a toda uma filosofia futebolística, daí que não saiba muito bem qual o meu lugar e contributo. Na verdade, quando se trata do Benfica, do meu, fico sem filtro e em vez das sinapses neuronais controlarem o discurso, apenas fala o coração. Talvez então, seja esse o caminho, o das lágrimas de alegria e (tantas vezes) de tristeza. É um caso de amor que não se explica por palavras, sente-se apenas. Tal como quando tinha 11 anos e estava em plena Feira Popular, numa noite de Maio, em que festejei à chuva abraçada a um senhor que virava frangos, a reviravolta que foi aquele 3-6. Têm sido momentos assim, simples, mas genuínos.