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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Quanto menos precário o tiverem, mais rebelde o terão

06.02.12, Tiago Mota Saraiva

  

 

Yannick Djaló foi lançado na recta final do encontro com o Marítimo. Entrou bem e com o necessário apoio popular. Mas falhou um golo. Djaló vem de uma paragem prolongada. Por um detalhe burocrático, ficou no desemprego ainda que agora, o seu antigo patrão - em falência técnica -, reeinvidique direitos financeiros que só um certo medievalismo das relações laborais pode reconhecer.

Mas o novo extremo direito da Luz não terá vida fácil no Benfica.

Ainda que o plantel tenha mais alas do que extremos - as caracteristicas de Yannick, ainda que dextro, fazem lembrar as de Pacheco - os seus resultados dependerão da forma psicológica em que se encontrar. Jogadores como Yannick ou Pacheco (e talvez Futre, que acumulava estas caracterísitcas com uma capacidade de dribble extraordinária decorrente do seu baixo centro de gravidade) partem para cima de todos os defesas, mas precisam de tempo, de espaço para falhar e de apoio popular. O seu principal problema é a gula e a incapacidade de ajustar as espectativas à realidade (cuidado com isto!).

Como qualquer trabalhador, Yannick Djaló, precisa de se deixar de sentir precário. Precisa de se sentir no Benfica e não a passar pelo Benfica.