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Catedral da Luz

Catedral da Luz

deusébio

06.01.14, Tiago Mota Saraiva

 

Assim mesmo: deusébio. Divino com letra pequena, que o aproxima de todos nós. Um herói de muitas pátrias - Benfica, Moçambique, Portugal ou Wembley. 
Com Eusébio a pátria que nos une neste blogue, o Benfica, não seria o que é hoje. Mas também é justo lembrar que o inverso também é verdadeiro ou que sem Coluna, Torres, Simões, José Augusto, Águas e tantos outros de um colectivo fabuloso, Eusébio não teria sido deusébio tal como o vemos hoje. Dos génios da banalidade que se perpetuam nas TV's - valham-nos os homens do futebol que ainda vão aparecendo - contam-se as historietas do costume, com destaque para a repetida mentira que Eusébio ajudou o Benfica a conquistar duas Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Perante a situação que o país atravessa há quem se indigne por todas as atenções que lhe estão a ser reservadas descurando o extraordinário movimento de massas que une o seu povo. Eusébio era um homem que sempre apoiou a direita, mas alguém que nunca perdeu a ligação aos seus povos. É também isso que faz com que, num momento de consenso em que até o Presidente do FCPorto Pinto da Costa merece um enormíssimo elogio pelas palavras sentidas que dedicou a Eusébio, o primeiro ministro que vende o país e que se prepara para roubar ainda mais a reforma de pessoas com a idade do Eusébio, merece todos os apupos que ouviu no Estádio da Luz.

De Eusébio, que nunca vi jogar, já todos ouvimos falar de inúmeros grandes momentos e golos. Mas gostaria de terminar este escrito com uma consideração que li ao Vasco M. Barreto. Eusébio terá sido "um dos jogadores mais fotogénicos de todos os tempos", oferecendo-nos das mais extraordinárias imagens de força, equilíbrio, dor, amizade e beleza.

 

 

 

 


 

 

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