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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Tempos desinteressantes

30.01.12, Lourenço Cordeiro

Se a ideia de que só uma pessoa infeliz faz um grande escritor tem vindo a desaparecer do armário de preconceitos dos mais informados, o equivalente futebolístico do aforismo tem resistido à intervenção do bom senso à custa da boa prestação literária de alguns adeptos do Sporting, que transformaram a condição de adepto-sofredor num lugar nobre para se estar, emprestando-lhe aquele charme especial de que só a decadência é capaz. Desse ponto de vista, esta é a pior das alturas para começar um blogue de apoio - enfim, o Benfica não precisa do nosso apoio, nós é que precisamos do apoio do Benfica - à equipa de futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica (as modalidades são um escape emocional de clubes menores). Apesar disso, manifesto desde já todo o meu empenho em procurar, na actual conjuntura, material suficiente para tratar o leitor com o respeito que ele merece. Isto é, do mesmo modo que Pablo Aimar trata o adepto. Sim, vamos à frente, sim, o Porto («Sporting», «Porto», aqui não se recorre a metáforas medrosas) já pôs em marcha a sequência de incidentes processuais com que pincela os campeonatos que lhe fogem (o túnel, sempre o túnel), sim, Jorge Jesus está a fazer tudo bem para se tornar no primeiro treinador português a ganhar por mais do que uma vez o campeonato pelo Benfica desde o Toni (e não há mais nenhum), mas que isso não nos tire o ânimo e a criatividade. 

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