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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Tarde mágica

12.01.14, Nuno Gouveia

Eusébio está no céu a sorrir e orgulhoso pelo que se passou hoje em Lisboa. Jogo à tarde, grande ambiente com uns adeptos fantásticos e jogadores com garra a dar tudo pela vitória. Foram dois mas mereciamos mais golos. Uma vitória categórica e que não merecia uma arbitragem tão habilidosa por parte de Artur Soares Dias, que até ao 2-0 tudo fez para nos prejudicar, tendo depois até errado a nosso favor num lance na nossa área. Que após este jogo, o Benfica continue a jogar bem e que o Cardozo volte em força. Faz sempre falta. E, mais importante do que isso, que a equipa no seu todo tenha aprendido com os erros dos últimos dois anos. Campeonatos ganham-se, não se disputam até ao fim.  

Benfica acaba a primeira volta em 1º lugar

12.01.14, Tiago Mota Saraiva

imagem daqui

 

Paulo Fonseca fez a diferença. Logo nos primeiros minutos percebeu-se que era uma loucura jogar com as linhas tão altas. Os jogadores do Benfica apareciam embalados atrás de uma defesa do Porto demasiado lenta. Primeiro isolou-se Lima, depois Markovic e, à terceira, Rodrigo marcou. Fisicamente o FCP ressentiu-se na segunda parte e só o festival Soares Dias impediu que o resultado não fosse bem mais volumoso.

O Benfica jogou como uma equipa, o FCP teve uma oportunidade. Não há destaques, só deu Eusébio.

O meu onze para o jogo contra o FCP

12.01.14, Tiago Mota Saraiva

Oblak;
Sílvio, Luisão, Garay e Siqueira;
Fejsa, Enzo Perez, Ruben Amorim, Gaitán e Markovic;

Lima.

 

P.S.: Afinal foi:

Eusébio;
Eusébio, Eusébio, Eusébio e Eusébio;
Eusébio, Eusébio, Eusébio, Eusébio;

Eusébio e Eusébio.

 

Matic? Rodrigo?

12.01.14, Tiago Mota Saraiva

Quando inicio este texto falta uma hora para que a partida comece. Mas já tudo começou. E começou mal. A RTP anuncia a ida de Matic para o Chelsea, a Bola de Rodrigo para o Zenit. Aquele que, para todos os jogadores do Benfica, devia ser o jogo do ano estará, para alguns, transformado no último jogo na Luz ou será tudo mentira?

Para contrariar isto só o anúncio do regresso de Nelson Oliveira e a reintegração de André Gomes na equipa principal.

 

SLBenfica - FCP

09.01.14, Tiago Mota Saraiva

Nos jornais digladiam-se opiniões sobre se a morte de Eusébio terá uma influência positiva ou negativa nos jogadores do Benfica. Da discussão recupera-se uma filosofia a preservar: é aos jogadores do Benfica que competirá decidir o resultado do encontro.

Saúda-se o facto do jogo ser em horário nobre, ou seja, à tarde.

 

O meu Eusébio era a toalha branca

08.01.14, Henrique Raposo

Crónica do Expresso online

 

"(...) Por outras palavras, Eusébio foi o fantasma dos meus primeiros anos de benfiquismo a sério. A sua presença criava um abismo difícil de engolir entre a triste realidade (anos 90 ) e o passado glorioso que nunca experimentei. Era como se tivesse nascido numa família aristocrata falida: tinha nome, sim senhora, mas andava a raspar tachos (...)"

Sport Lisboa Nostalgia e Esperança

07.01.14, João Amaro Correia

 

 

O meu Eusébio não era meu. Era do meu pai. 
Nunca vi o Eusébio jogar, e toda a mitologia à volta do Pantera Negra me parecia um exagero saudosista, pois à época tinha à mão o Chalana, o Shéu, o Diamantino, o Veloso, o Bento, o Vítor Paneira, o João Pinto, o Rui Costa, duas finais europeias (perdidas) e muitas e consecutivas noites europeias de glória e de lágrimas - sim, já chorei pelo Benfica. 
Mas o meu Eusébio não era meu. Era o do meu pai, da vez que veio do Brasil a Portugal visitar a família e se pôs a caminho de Lisboa para ver o Rei ao vivo no Estádio da Luz, contra o Leixões, salvo erro, e, por azar, o Rei estava lesionado. Com uma das muitas mazelas que o joelho sofreu. 
O meu Eusébio não é meu. Provavelmente como muitos dos milhares de benfiquistas nascidos em 70 ou 80, é o Eusébio recebido das mãos dos pais. O Eusébio que aquecia algumas tardes de domingo, num país que nos dizem de apagada e vil tristeza. E o Eusébio não era um deus. Era ‘apenas’ um rapaz que expurgava por instantes a tristeza dessas casas. Não é a alegria sempre transitória?

Não é, com certeza, o futebol, a chama que o pai passa para o filho, no romance de Mccarthy. Mas pode muito bem o Eusébio ter sido uma faísca que nos aproximou um pouco mais uns dos outros.

Orfandade

07.01.14, Lourenço Cordeiro

Portugal perdeu um símbolo, o mundo perdeu um ícone, o futebol perdeu uma lenda, mas o Sport Lisboa e Benfica perdeu uma grande parte do currículo. Os 15 anos de Eusébio no Benfica foram os melhores 15 anos da história do clube, com cinco - cinco - finais europeias. Depois de 1975 só a espaços o Benfica se aproximou do que fora nos "anos sessenta": sim, houve Chalana, o pequeno genial que merecia um palmarés melhor, e sobretudo Eriksson - que, directamente ou através do avatar Toni, conseguiu mais duas finais europeias. De Eriksson para cá a história fica ainda mais negra: há 30 anos que o Benfica não é campeão nacional em épocas consecutivas (só este deserto justifica a notoriedade alcançada por Jorge Jesus: um campeonato e uma final da UEFA em quatro anos). Por isso, a morte de Eusébio - ou "Eusébio da Silva Ferreira", como agora lhe chamam - é a morte de uma ideia que vivia nas suas costas, a ideia de um Benfica "grandioso". Acabou. Agora sobramos nós, os órfãos, com tudo para fazer pela frente.