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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Mais um ano para o flautista mágico

10.02.12, seis milhões

Haveria melhor dia para a estreia do anti-adepto do que aquele em que ficou a ser conhecida a renovação de Aimar por mais um ano?

Antes de receber a autorização para aqui deitar umas linhas, a pergunta foi óbvia: mas afinal o que há de mal a dizer do Pablito? Nada, pois está claro. A não ser que os benfiquistas não o merecem. Expliquei que era como proporcionar ópera a quem está habituado a concertos do Toy. E, de repente, lembrei-me da estreia da Flauta Mágica, de Mozart. Adiou, na altura, a falência técnica do compositor, numa obra direccionada para o povo que, pasmem-se, não teve muita aceitação no início.

 

Aimar encaixa na perfeição nesta analogia, fazendo até a ponte ao flautista mágico de Hamelin. Sim, aquele que salvou a cidade da praga de ratos, encantando-os com a sua flauta.

 

Podia passar o resto da noite a elogiar as qualidades do miúdo, mas isso seria desvirtuar a minha missão aqui. Para muitos dos leitores deste blog, o rato serei eu. Admito que sim. Mas não vou atrás do flautista cego pela sua camisola. Fico só a vê-lo a tocar e a pensar que ainda hoje merecia outro palco. Certamente como o Mozart terá pensado quando viu a sua "ópera mágica" ser tocada no Freihaus-Theater auf der Wieden, um dos espaços mais popularuchos da elitista Viena do século XIX. Mesmo assim, teve mais de 100 apresentações. Pudera, nunca tinham visto (ouvido) coisa igual...


Ópera para quem está habituado a concertos do Toy!

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