Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Catedral da Luz

Catedral da Luz

Rui Costa

22.02.12, Lourenço Cordeiro

A presença do Rui Costa no programa do Futre ontem foi, como disse o Nuno, uma celebração do futebol como há muito não se via na televisão portuguesa. Não só porque tivemos oportunidade de lembrar o jogador que foi o Rui Costa, mas sobretudo pela sua postura ao longo da carreira. Se as suas qualidades técnicas fizeram dele um dos melhores números 10 de sempre (e só não foi o melhor número 10 do mundo durante a sua carreira porque teve o azar de ser contemporâneo do Zidane, nasceram ambos em 1972), foi a sua relação com os adeptos dos clubes por onde passou que mais deixou saudades. Em Rui Costa, à elegância dentro do relvado correspondia uma elegância fora dele. Desde a memória do mundial sub-20 (que Rui Costa diz ter sido o ponto alto da sua carreira), à relação que manteve com Florença e a Fiorentina, à adoração que Milão lhe prestou (lembro que Kaká, quando chegou a San Ciro, disse que «vinha para aprender com o Rui Costa»), às lágrimas após o golo ao Benfica com a camisola da Fiorentina, ao regresso a um Benfica abaixo da média, tudo na sua carreira fez de Rui Costa um jogador inigualável. Vamos ter de esperar muito tempo até voltarmos a ver alguém que se lhe compare.

 

O espanto foi tal que Futre esteve calado o programa todo.

 

(Escolhi uma fotografia do seu tempo na Fiorentina como homenagem ao clube que mais fez pela carreira do Rui Costa.)