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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Árbitro internacional é a tua tia, pá!

03.03.12, Tiago Mota Saraiva

Tinha-me ocorrido que colocar Pedro Proença a apitar o Benfica-Porto era como decidir que as provas do processo Face Oculta ficavam à guarda do cidadão José Sócrates. Num e noutro caso, era certo que os nomeados não desdenhariam assumir o papel principal da história. Por isso, e apesar de ter sido um grande jogo de futebol, isso pouco interessou para o resultado final. Perdeu o futebol, ganhou Proença.

Na primeira parte quando o Benfica carregava à procura do primeiro golo, Proença desculpou amarelos e vermelhos sempre que os jogadores do FCPorto se transformavam em quebra-ossos. Era um árbitro "à inglesa", "pedagógico" e que não hesitava em distribuir carícias e desculpas aos jogadores vermelhos.

Na segunda metade, quando o jogo não se desempatava, decidiu abrir caminho a Hulk na faixa direita expulsando Emerson. Como a vitória do FCPorto teimosamente parecia não chegar, a três minutos dos 90, não hesitou em apontar para o centro do terreno quando Maicon marcou um golo em evidente fora de jogo.

Pedro Proença não decidiu apenas um jogo mas, provavelmente, o campeonato. Se foi esse o motivo pelo qual foi nomeado, cumpriu os objectivos com distinção.

 

P.S. - Parece que para o FCPorto a bola que rossou a mão de Cardozo devia ter dado direito a penalti. Eu, com o Proença a apitar, até estranho que não tenha dado expulsão.

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