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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Do Porto, com amor

31.01.12, rms
Não sei se serei, de momento, o único tripeiro que tem a honra de escrever neste ilustre espaço, como são todos os espaços dedicados ao Benfica. Não abdico da minha condição de orgulhosamente tripeiro e benfiquista. Até porque me dá um gozo especial, mesmo quando me espetam com os cinco dedos em riste a relembrar resultados de jogos menos felizes. Nestes dias, a grande rivalidade não é ente o Glorioso e o outro clube da Segunda Circular, é entre o Glorioso e o clube cá da terra. Esse é que é o “clássico dos clássicos”, apesar de a imprensa da metrópole continuar a apregoar o contrário. Ser benfiquista no Porto é um desafio militante e é assim que me assumo: militantemente benfiquista. Adepto de claques enquanto movimentos de massas unidos num propósito comum, assumo que, nos estádios, foram poucos os jogos do Benfica a que assisti. Quem vai para uma bancada cantar e gritar pelo Benfica perde-se mais no ambiente à sua volta do que na bola. Até que ela entra no local certo e, aí, é a loucura.

Sou do Benfica vermelho, não do encarnado, que a outra senhora caiu da cadeira como hão-de cair outros senhores de outras poltronas. Não será por isso de estranhar que, até ao final da primeira volta, 19 dos 38 golos do Benfica tenham sido conseguidos com o pé esquerdo. Sim, esquerdo. Esquerdo a sério, que aqui não há espaço para as ambiguidades de centro-esquerda ou centro-direita. No clube do povo, o pé esquerdo é quem mais ordena.

Sou filho de pai vermelho, vermelho por todo, mas não me lembro como passei a ser do Benfica. Sei que sou. Sei que ainda hoje não sei se lhe perdoo ter-me obrigado a vestir aquela camisa azul e branca às riscas verticais quando o Madjer deu aquela taça europeia ao clube aqui da zona. Nem percebo, até hoje, por que o fez. Mas fê-lo.

E pronto, este sou eu, militante benfiquista, disponível para falar do Benfica, que é muito mais do que falar de futebol.
Está feita a apresentação, vamos ao que interessa.

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