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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Temperança e evolução

27.03.12, João Santana Lopes

Já quase tudo foi dito sobre o que vou escrever, mas os factos impulsionam-me para vincar aquilo que penso sobre o futebol do Glorioso.

O mês de Fevereiro foi fatídico. Tinhamos vantagem no campeonato. Perdemo-la. Tinhamos ambição e garra. Perdemo-la. Era fácil jogar e ver jogar. Também isso se perdeu. Razões para o que se passou? Muitas já foram apontadas mas eu avanço as minhas como adepto.

Uma equipa titular que não tem suplentes para algumas inconveniências (por exemplo, Bruno Alves e Rúben Amorim) que possam ocorrer, uma equipa titular que acha que as outras equipas não são tão competitivas como a nossa, e uma equipa técnica que persiste em não remodelar enquanto é tempo falhas naturais que vão surgindo, são motivos mais que suficientes para atrasar uma equipa de futebol perante as outras. Foi isso que se passou. O Benfica, infelizmente, não tem uma segunda equipa pela qual se possam ir revezando os jogadores naturalmente titulares. Veja-se o Nélson. Veja-se o Capdevilla. Veja-se o Miguel Vítor, o Jardel e o Saviola. Todos bom jogadores (uns mais que outros), mas que perdem qualidades porque não jogam tempo suficiente para ganhar ritmo. Aqui, Jorge Jesus tem muita responsabilidade e poderia ter feito de outra forma.

Outro ponto tem que ver restritamente com Jorge Jesus e com o facto de ser ou não o melhor treinador para o Benfica. É recorrente em Portugal achar-se que quando um treinador não consegue manter um determinado nível competitivo na sua equipa, esse treinador deve abandonar esse clube. Isto já eu estou farto de ouvir sobre Jesus, e não só nesta época desportiva. Ora, neste ponto, quero deixar bem frisado que sou contra qualquer modificação de equipas técnicas a meio da época e, pior, a meio de qualquer projecto desportivo. É contraproducente e não beneficia os clubes. No entanto, a cultura latina retira-me a maior parte das vezes a razão, e nesta é provável que também ma retire. Não estou a defender Jesus, porque não precisa. Estou a defender o Benfica (como qualquer um de nós).

Por último, para o que resta do ano desportivo, há que levantar a cabeça; tomar as melhores opções que no momento existirem; não menosprezar jogadores e colocá-los com confiança; e, sobretudo, ganhar jogos de forma sustentável (o que já é difícil).

 

Benfica, sempre. Carrega Benfica!