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Catedral da Luz

Catedral da Luz

Sicília

30.05.12, Sérgio Lavos

Luiz Filipe Scolari veio agora confirmar em entrevista o que toda a gente já sabia: que o padrinho do Norte é quem manda - e repito manda porque pouco ou nada parece ter mudado desde então - na selecção. O polvo tem os seus tentáculos por todo o lado, desde a Liga à Federação, passando pela arbitragem. O domínio de uma época não poderá ser fundado apenas no mérito desportivo - e ao longo dos anos, o FCP terá tido algum algumas vezes; passa pelo controlo total de todos poderes que vão além do talento de onze jogadores e de uma equipa técnica durante 90 minutos. A palavra de Pinto de Costa ter força para excluir da selecção o melhor guarda-português à epoca (Vítor Baía), é mais uma prova dessa influência. Claro que um cínico poderá dizer que este facto, por si só gravíssimo, se comparado com as conversas sobre árbitros, é um pormenor. Não é. Porque Scolari é dos poucos - muito, muito poucos - que acabaram por revelar o funcionamento dos bastidores do futebol português: um jogo viciado à partida, em que só não ganha o FCP quando as equipas adversárias são realmente extraordinárias, superlativas, ou o plantel e treinador do FCP demasiado medíocres. Acasos, portanto. E assim vamos cantando e rindo, com o nosso presidente Vieira - antigo sócio da agremiação do Norte - a tentar que os seus interesses se mantenham intocados enquanto conduz o barco por entre os escolhos do insucesso desportivo; o Benfica, esse, e quando tiver de ser, que se lixe.

2 comentários

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    Exilado no Mundo

    30.05.12

    Um clube que se pode dar ao luxo de poupar esforços no campeonato do seu país (por tê-lo viciado a seu favor nas mais diversas instâncias) terá certamente maior probabilidade de fazer figura nas competições da UEFA.

    Um clube que sistematicamente desvia excelentes jogadores em negociação com o seu maior rival, com base no maior apelo do dinheiro (sujo), seguramente terá maior probabilidade de fazer figura no seu campeonato e na UEFA.

    Um clube que impões os seus jogadores à seleção do seu país, certamente terá jogadores com maior rodagem e competitividade para as mais altas competições.

    Em Portugal não há justiça (nem desportiva, nem civil, nem de qualquer espécie), mas felizmente há escutas que foram tornadas públicas para elucidar aqueles que não teimam em tapar os ouvidos!
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