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Catedral da Luz

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As compras

02.06.12, Nuno Gouveia

O Benfica este ano já comprou dois avançados (Michel e Hugo Vieira), um extremo (Ola John) e um defesa esquerdo (Luisinho). A estes juntam-se os mais de 70 jogadores que têm contrato profissional com o clube. Se Hugo Vieira é um avançado com futuro e Ola John encaixa perfeitamente no plantel, não se percebe muito bem a compra dos dois jogadores ao Paços de Ferreira. Michel nunca terá grandes hipóteses de jogar na equipa, enquanto Luisinho não parece ser solução válida. Qual a razão para terem comprado estes dois, perguntarão milhares de benfiquistas? A resposta será provavelmente a mesma que explica outras dezenas de jogadores que têm contrato com o Benfica.

 

Estava com esperanças que este ano fosse diferente. Nos últimos anos o Benfica comprou dezenas de jogadores todas as épocas, a maior parte deles para emprestar e muitos outros que nunca chegaram a ser opção para a equipa titular. Pensei que, em tempos de crise económica, seria importante racionalizar o plantel e comprar pouco e bem. Inteligência e perspicácia nas compras, aspectos que nem sempre têm norteado a política de contratações. Estava errado. O que se devia fazer? Primeiro, identificava-se as carências. Depois tentaria encontrar-se opções válidas dentro do leque de jogadores com contrato. E só depois se avançaria para as contratações. Entre os emprestados, há dois jogadores que devem regressar: Melgarejo e Daniel Wass, este último que não vi jogar ao longo da época, mas pelo que tenho lido dele merece uma oportunidade para ser a alternativa a Maxi Pereira. Também Carlos Martins devia receber guia de regresso, para constituir uma alternativa válida a Aimar. Para a lateral esquerda devia-se comprar um jogador de classe mundial e dar a oportunidade a Luís Martins, como segunda opção desse jogador (a acreditar que Capdevila sai). E depois, saindo alguns jogadores como parece inevitável, comprar substitutos à altura. O que estamos a fazer? A comprar sem critério.

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